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segunda-feira, 28 de março de 2016

Faleceu a ti Olívia...

Meus amigos,

Quis o destino que durante a noite de sábado para domingo de Páscoa, a ti Olívia do Valeiro Branco nos deixasse!

Olívia Martins Cordeiro, nascida a 25 de Agosto de 1921, viúva do saudoso Zé Sevilho. É a vida... A idade avançada, a saúde debilitada quer por esse peso dos anos, como pelas marcas que a vida lhe foi fazendo ao longo do tempo, tudo junto levou a este desfecho. Esta foto foi tirada em 2008 na última visita que fiz ao Valeiro Branco ainda com a ti Olívia e o ti Zé Sevilho a habitarem a sua casa! Uma tarde bem passada, com uma visita obrigatória à sua adega.

O seu funeral será realizado segunda-feira, dia 28 de Março, pelas 11 horas, da Igreja Matriz de São Paio para o cemitério local.

O blog apresenta os seus mais sentidos pêsames às suas filhas Antónia, Lucília e Fernanda e restante família!

Um abraço,
JC

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Clarinda Torres de Sousa faleceu...


Faleceu a ti’ Clarinda Torres de Sousa. Apesar de não ser oriunda de S. Paio de Mondego aqui se radicou há muitos anos tendo ficado junta da sua filha Cristina Duarte. Mais uma amiga que partiu com a bonita idade de 89 anos de idade. O seu funeral é hoje pelas 16 horas e sai da Capela das Ermidas onde está o corpo para o cemitério de S. Paio de Mondego.

O tempo não pára, como diz a Marisa numa das suas mais bonitas canções e realmente assim acontece. Vou recordar para sempre a ti’ Clarinda que me abria a porta em casa de sua filha e me mostrava um sorriso lindo. Dos sorrisos mais lindos que já vi e que me fizeram ganhar por ela uma ternura e um carinho muito especial.

Sei que se assustava facilmente e o seu coração fraquejava habitualmente, mas era uma mulher lutadora que eu comparava muitas vezes com a minha mãe. Viveu, lutou, sonhou e por aqui acabou os seus dias neste tempo que não pára. Era uma mulher de fibra, com a “genica” toda. Uma mulher que sofria, que carregava no rosto o peso das más histórias vividas, mas uma mulher linda que eu tanto estimava.

Vou recordá-la com saudade e carregando mais uma mágoa no peito – a de não ter cumprido uma promessa que fiz para mim próprio em relação a ela e de não poder estar presente no seu funeral. Morreu uma amiga… que eu sabia que gostava de mim, morreu uma Senhora.

Agora o luto dos filhos será feito lentamente e em especial, o luto de uma amiga que era sua filha e que tanto sofreu com ela, por ela e para ela. Que vivia em constante sobressalto de não saber quando estava a fazer bem ou mal, que sofria com ela e que guardava para si os momentos maus e chorava tantas e tantas lagrimas. Agora essas lágrimas serão de saudade, mas também lágrimas de amor eterno de como só uma filha ama a sua mãe que ainda por cima também foi pai.

Descanse em paz ti’ Clarinda. A sineta e os foguetes da Visita Pascal já não a vão assustar mais e o tempo, o tal que não pára, afinal vai parando para os que partem.

O Blog endereça sentidos sentimentos à família e amigos!

António Catela

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Morreu a ti' Virgínia Baptista!


S. Paio de Mondego volta a ficar de luto. Podemos dizer que a idade já era avançada, que foi para o Céu…para aqueles que acreditam, que já tinha vivido tudo…que o tempo dela se tinha esgotado, mas não era preciso sofrer tanto.

Mais uma vez quis ficar com a recordação que tinha dela, aquela cara magrinha, sempre de sorriso aberto, as rugas marcadas vincadamente num rosto bonito e que parecia eterno. Não a quis ver sofrer, talvez por cobardia, talvez por medo, talvez porque me impressionasse vê-la lá naquele quarto de hospital. Fui perguntando notícias e as coisas que me diziam, foram-me preparando para este desfecho. Deus assim quis…

Hoje será o seu funeral pelas 17 horas, o seu corpo vai descer à terra no cemitério da terra que sempre amou, que sempre trouxe no coração. Para mim, acho que apesar de todas as maleitas que a apoquentaram nos últimos tempos, acabou por viver feliz. E digo isto porque esteve sempre rodeada da sua querida família e sobretudo perto daquela sua incansável neta Minda Ramos. 

Tanta vez que íamos em viagem e passava lá por casa para ir buscar a Minda e ela logo aparecia e dizia: “Olhe que você vá devagar, cuidado com a estrada!”. A sua preocupação não era eu como deveis calcular, era a sua neta.

Tanta vez, ficávamos até mais tarde no edifício da Junta a trabalhar, porque não tínhamos empregados que fizessem o trabalho e a Ti Virgínia lá aparecia para trazer uma sandes e um sumo para a neta, ou simplesmente vinha dizer com naturalidade mas com preocupação: “Minda, já chega por hoje, precisas de ir dormir, amanhã vais para Seia!”. Sempre com aquele cuidado extremo.

Outras vezes e porque sempre foi assim naquela casa, dormitava ela para um lado, o ti’Jaime Baptista para outro…no fundo, quase tudo dormitava naquela sala à lareira, como que esperando que todos chegassem a casa para então poderem dormir descansados.

A mim dizia-me muitas vezes “Não se preocupe tanto, olhe que nunca mais ninguém fará tanto como você já fez por esta terra”… E sabem, isso dava-me força! O carinho e a ternura com que dizia as coisas era emblemático, contudo também sabia ser a mestre da casa, sendo que na maior parte das vezes, queria era que fosse possível todos serem felizes.

Muitas lágrimas vão correr, eu sei. Os corações vão entristecer e o luto será feito naturalmente mas uma coisa vos digo: não sei porque às vezes é tão difícil morrer, não sei porque é preciso sofrer tanto, não sei porque se tem que ser não é logo, mas como é Deus que comanda a vida e a morte, que seja feita a sua vontade sempre. 

Até um dia minha amiga!
Catela

domingo, 27 de julho de 2014

Falecimento...


Meus amigos,

Ontem chegou a notícia vinda de França, do falecimento de Fernando Santos Cordeiro, por todos nós conhecido por Fernando Brandão.

Vítima de doença prolongada, é mais um desaparecimento precoce de um conterrâneo. Tinha 54 anos de idade.

O corpo encontra-se na Casa Funerária de Tonneins, no sul da França, onde o Fernando sempre viveu.

O corpo sairá amanhã à noite com destino a São Paio, onde será sepultado.

O blog endereça aos seus familiares, os mais sentidos pêsames.

Um abraço,
JC

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Faleceu o nosso amigo Silvério...


Os sinos voltaram a tocar na aldeia e quando eles tocam é mau sinal.

A preocupação acentuou-se ainda mais, quando duas ambulâncias irromperam pela aldeia dentro tocando as suas sirenes estridentes como se o mundo estivesse a acabar. E sim, acabou para dois amigos.

O Silvério, que por aqui apareceu há uns anos e que acabou por ficar por aqui, vivendo com a “São do Alfaiate”, depressa se entrosou na aldeia e em pouco tempo começou a merecer o carinho de todos.

Tinha a ficção de um dia acertar no totoloto e vibrava com isso todas as semanas. Nunca ia ao Porto que no regresso não distribuísse por uma grande parte das pessoas da aldeia uma garrafa de vinho do Porto, um bolo-rei ou um folar. Sempre amigo de dar, acabou por doar as cadeiras e mesas para a Associação de S. Paio de Mondego e para a Associação do Silveirinho.

Foi um homem lutador, praticamente analfabeto mas que fazia contas como ninguém. Agora veio o carro fúnebre para que ele fizesse a sua última viagem em direcção ao Porto. Não o esqueceremos porque homens deste calibre deixam marcas.

Ficou em nós “ os que de mais perto lidaram com ele” uma sensação esquisita mas no fundo sabemos que se libertou para Deus.

Apresentamos os nossos pêsames à família.

Que descanse em paz, Silvério. 
ACatela

Faleceu o Carlos Gato...

O tempo parou para o nosso amigo Carlos “Gato”. O meu vizinho da frente, fazia questão de todas as tardes vir até à sua casa onde se sentava no alpendre ouvindo o chilrear dos passarinhos e olhando com aqueles olhos mareados de lágrimas para o infinito misturando os pensamentos e as acções lembrando-se de tudo o que tinha acontecido no passado e não conseguindo lembrar-se do presente.

Tudo apontava num pequeno caderno de apontamentos para que não se esquecesse. Por companhia tinha sempre um cão…muitas vezes até o meu próprio cão de que ele tanto gostava. O olhar vagueava, nos tempos sofridos da morte da mulher, das saudades das terras de França por onde sempre andou. No fundo, depois de alguns contratempos, acabou por vir para Portugal onde foi acolhido pela sua irmã.

Foi fazendo a sua vida que não passava de rotinas diárias e os anos foram passando muito devagar por esta terra que era tão dele. Hoje o Alfredo tocou os sinos e mesmo sem estar pronto o Carlos repousa na sala mortuária que o povo desta terra está a fazer. Não sei se sentiu fugir a vida, ninguém sabe, mas faleceu pela manhã e amanhã (terça-feira) terá o seu funeral às 17.30 horas para o cemitério da Freguesia.

Passamos longas horas juntos nos bons velhos tempos e vou guardar para sempre aqueles olhos lindos com que me fitava. Enquanto pôde desabafou tantas coisas que nunca esquecerei, como também não esquecerei a cara de surpresa quando o fui ver ao hospital em Espanha.

O tempo continua a fazer das suas e começo a ver partir aqueles amigos de sempre e isso faz muita confusão. Do pó nascemos, à terra voltamos sempre sem conseguir adivinhar a hora. Que Deus te dê a paz que mereces. A ti Paula, e a toda a família, apresento os meus sentimentos.


Mais uma vez não sei se vou conseguir estar presente mas tudo farei por isso.

Um abraço,
ACatela

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Falecimento - Laurinda das Neves Almeida

Meus amigos,
 
Realizaram-se na passada sexta-feira, as cerimónias fúnebres de Laurinda das Neves Almeida.
 
O blog apresenta à família enlutada, sinceras condolências.
 
Um abraço,
JC

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ti' Aires Sousa... até sempre!

Meus amigos,

no último dia de Janeiro faleceu o ti'Aires Sousa. Virou as costas a esta vida, tal como nesta foto que foi tirada há uns anos numa segunda-feira da festa das Ermidas.

Cansado? Farto? Ou simplesmente idade? Não sei.. um pouco de tudo!

Curioso que ando desde sexta à noite a pensar o que dizer sobre o ti'Aires... Não sei sequer se ele era de descendência de alguma família de S. Paio. Oiço falar da mãe dele, uma senhora cega que costumava estar no balcão ao cimo da escada de entrada da casita deles que ficava em frente à rampa da Igreja (acho que hoje pertence ao João Mateus).

A vida também não foi fácil! Era casado com a ti'Maria Carriça, mulher que sempre me habituei a ver passar com o gado ou com uma carrada de lenha... a particularidade da curvatura da coluna dela, não passava despercebida. Já desapareceu há uns anos, assim como os 2 filhos do casal. Esses também ainda de minha lembrança. Triste fim para os 2! Rapazes novos que decidiram colocar termo ás suas vidas! Um com a ingestão do tão famoso 605 Forte, o outro afogado na barragem. Alguma coisa justifica tais actos...? Não sei... sinceramente não sei! 

A voz do ti'Aires também não esqueço. Sempre com o volume alto, meio rouco...

O ti'Aires vivia já há uns anos na Fundação Mário da Cunha Brito em São Pedro. Costumava voltar sempre a S. Paio na altura da Festa. E deve ter sido aí das últimas vezes que o vi.

Descansa em paz! Foi sepultado no sábado no cemitério da aldeia.

Um abraço,
JC

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Falecimento - Francisco dos Santos Fonseca

Meus amigos,
não é a melhor maneira de começar o ano!

O ti' Franscisco da Ribeira faleceu.
O velório decorre durante a tarde / noite de hoje, na Capela das Ermidas e o funeral será amanhã, sábado dia 4 de Janeiro pelas 11 horas para o cemitério local.
À família, em especial à tia Pureza, o blog apresenta sentidas condolências.
Um abraço,
JC

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Falecimento

Meus amigos,

Chegou a notícia do falecimento de José Manuel Alves Nunes. Para muitos este nome não será familiar pois é conhecido por o ti' Zé da Céu ou ti' Zé Nunes, como o próprio gostava.

O funeral será realizado hoje, dia 29, pelas 16:00 para o cemitério da aldeia.

O blog de S. Paio apresenta à família enlutada os sentimentos do seu mais profundo pesar.

Até breve,
JC

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Falecimento do ti' Zé Carolino...

Meus amigos,

Chegou a notícia do falecimento do ti' Zé Carolino. 

O funeral será realizado amanhã, dia 18, pelas 15:30h para o cemitério da aldeia.

O blog de S. Paio apresenta à família enlutada os sentimentos do seu mais profundo pesar.

Até breve,
JC


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Notícias...


Meus amigos,
 
Já contei isto vezes sem conta mas hoje volto a repetir-me um pouco (será da idade..?)... quando criei o blog, além de um sentimento de agradecimento que tenho por esta Aldeia e sua gente, foi também com o objectivo de divulgar uma terra, de aproximar gentes, de fazer despertar um pouco o sentimento de saudade daquilo que verdadeiramente é nosso...
 
A maior e gratificante recompensa que posso tirar disto tudo são momentos que acontecem como o de hoje à noite. Abri o computador, ver e-mails e eis que me deparo na caixa de correio do blog com um e-mail vindo da Holanda!
 
Foi escrito pela Maria de Lurdes Simões... aliás, Maria de Lurdes ALMEIDA Simões! O Almeida faz aqui toda a diferença! 
 
A Maria de Lurdes é filha de Maria da Conceição Almeida Simões... ou simplesmente, Maria do Valeiro!
 
Ela deixou um e-mail que nos transmite algumas notícias dela e da sua mãe. Aqui fica, assim como uma foto da Maria do Valeiro.
 
O blog, mais uma vez cumpriu a sua missão e eu ganhei o dia! Obrigado, Maria!
 
Um abraço,
JC
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Sou Maria de Lurdes Almeida Simões e sou filha da Maria do Valeiro (Maria de Conceição Almeida Simões).

Peço desculpa de só agora escrever este email dando a notícia que a minha mãe faleceu no dia 08 de Dezembro 2011 em Amesterdão, Holanda.
 
Pois e só hoje que descobri este site da freguesia de São Paio.
 
Ela já há uns anos que estava mal e foi hospitalizada no dia 05 de Dezembro com uma pneumonia. 

Na noite de 07 para 08 de Dezembro teve uma hemorragia cerebral.
 
Embora já há uns anos que não ia a São Paio e ao Valeiro, sempre se lembrava dos velhos tempos e do irmão Joaquim e telefonava várias vezes para saber como é que ele estava.

Fiquei chocada quando soube que só 2 meses depois da morte de minha mãe,  faleceu o tio Joaquim.

Ela queria cá ficar na Holanda e ficou sepultada em Amesterdão,  a cidade que ela veio a gostar durante de 45 anos.

Até um dia,
Maria de Lurdes Almeida Simões

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Faleceu o José Neves...


Deram os sinais de homem falecido na aldeia! Na torre da Igreja dobraram os sinos e toda a gente na terra, a pouco e pouco, ficou a saber que o sofrimento do Zé Neves tinha terminado. Um coração tão forte, num corpo martirizado pelo sofrimento e pelo trabalho de uma vida inteira, acabou mesmo assim por não aguentar. 

Lembro-me dele de cara cansada, mas sempre com um sorriso ou uma brincadeira e, é com essa imagem que quero ficar dele. Claro que nunca esquecerei as histórias que me contava e as próprias histórias que me aconteceram com ele. Foi um homem de luta, sofredor, amigo da sua família e do seu amigo, com uma imensa vida vivida ao sabor daqueles tempos, em que com pouco mais de meia dúzia de anos já andava à frente dos bois.

Foi o último homem a desfazer-se da sua junta de bois, sendo por isso a última que existiu nesta terra. Trabalhou quase até ao fim, até que o destino o apanhou também a ele nesta luta sempre desigual, em que a força do mal vence sempre a do bem. A doença levou-o e nós perdemos um grande homem, daqueles de fibra, à moda antiga, daqueles que não choram nem com as tripas na mão.

Recordo com saudade a bicicleta de que só se separou há bem pouco tempo e não esqueço que para parar na Costadeira, tinha que começar a travar nas Ermidas, tal era o desempenho da “pasteleira”. Não esqueço, ele ir ao meu lado a carregar a pulso um caixão e de repente meter a boina a cabeça para tentar ficar mais alto, para eu na frente não levar o caixão sozinho.

Agora Zé Neves, espero que descanses em paz, que tenhas um cantinho guardado no céu, porque tu mereceste esse lugar. As saudades que deixas apagam-se com as lágrimas que brotarão em silêncio dos nossos corações. O tempo vai fazer com que o luto se vista outra vez de outra cor e nessa altura, tenho a certeza de que o teu nome será sempre falado, quando se contarem as tuas histórias que irão passar de geração em geração.

À família apresento os meus sentimentos e deixo aqui um abraço de solidariedade. No funeral que se realiza por volta das 16 horas do dia 19 de Outubro da Igreja Matriz para o cemitério da Freguesia, não estarei presente, mas ele sabe que estou a cumprir o que prometi. Tenho pena pelo Santana que infelizmente não vai poder estar presente também.

* texto por António Catela
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O blog de São Paio de Mondego envia os mais sentidos pêsames a toda a família...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Falecimento da São Bandeira…

Meus amigos,

No final do mês de Setembro fomos surpreendidos pela notícia do falecimento da São Bandeira.

Faleceu em França, onde habitava há muitos anos, sendo sepultada também por terras francesas.

Partilhava a sua vida com o Ludovino Andurão há 18 anos.

Em menos de 2 anos, a família Bandeira perdeu duas pessoas que por todos eram estimadas.

Ainda este verão, na Festa de S. Paio (e no fim-de-semana passado também) falava com o Vitor sobre o facto de serem uma família onde existiam 5 gerações vivas… o elo foi agora interrompido a meio.

Ao Andurão, Isabel, tia Hermínia, Vitor, Zé e restante família, o blog de São Paio de Mondego envia os mais sentidos pêsames.

Um abraço,
JC

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Faleceu o ti' Zé Baltazar...


Meus amigos,

Ao final do dia da passada sexta feira, chegou a notícia de mais um falecimento.

José Martins Baltazar, sempre conhecido por Zé Baltazar. Foi pai de 12 filhos, dois dos quais faleceram ainda em criança. Mais tarde viria a perder mais dois já em idade adulta, o Aires e o há pouco tempo, o Francisco.

Entre nós, estão 3 filhas e 5 filhos. Tinha 10 netos e 10 netas, 6 bisnetas e 1 bisneto.

Uma das muitas famílias numerosas existentes na nossa terra. Lembro-me do ti’Zé Baltazar, já ele devia ter uns 60 anos… Lá passava ele na sua bicicleta pasteleira. Não sei ao certo mas ele já devia estar na casa dos 90 anos.

As complicações de saúde foram-se agravando nos últimos tempos.

O funeral realizou-se ontem às 16 horas da Capela das Ermidas para o cemitério de S. Paio.

Aproveito para também informar que já há algum tempo, faleceu a ti' Olinda, mulher do falecido Casimiro. Ela há uns anos que vivia em França junto do seu filho (o Paulo). Faleceu naquele País e foi lá sepultada. 

Às famílias enlutadas, as nossas sentidas condolências.

Até breve,
JC

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Faleceu o ti'Joaquim do Forno...

Meus amigos,

começo este mês de Fevereiro com uma triste notícia. Mais um Casal de S. Paio que perde o seu único habitante.

O ti'Joaquim do Valeiro do Forno deixou-nos aos 83 anos de idade.

Um homem nascido a 1928, que assistiu a uma Guerra Mundial, viu um virar de século e iria celebrar o seu 84º aniversário no dia 8 de Agosto.

Morreu de insuficiência pulmonar nos Hospitais da Universidade de Coimbra eram 9:30h da manhã.

O seu funeral realiza-se amanhã (quinta-feira) pelas 15h para o Cemitério Paroquial de S. Paio, sendo celebrada Missa de corpo presente na Capela da Nossa Senhora das Neves, nas Ermidas.

Era pai do Valdemar Dias Almeida.

Por várias vezes já tinha falado dele aqui no blog, principalmente sobre a sua adega, muito típica, daquelas que ainda são escavadas na terra e com um rego de água (das chuvas) que atravessava do cimo ao fundo.

Continuamos a ficar cada vez com menos gente nesta terra pequenina do Concelho de Penacova. Nós sabemos que é a ordem natural da vida, mas custa sempre ver as pessoas que nos são próximas a desaparecer.

O blog deixa aqui as nossas condolências aos familiares e amigos! Um grande abraço ao Valdemar.

Até breve, amigos!
JC

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Faleceu o Sebastião...

Meus amigos,

Neste sábado, a S. Paio, chegou a notícia do falecimento de Sebastião Cordeiro de Oliveira, nome que a muitos não dirá nada mas se o tratar por Sebastião "do Terreiro", já todos o identificam bem.

A foto que coloco aqui foi tirada no Domingo da Festa das Ermidas no ano passado. Há uns anos que não habitava em S. Paio, estando para os arredores de Lamego. Não deixava de visitar a terra que o acolheu durante a sua vida.

Trabalhou muito ano como carpinteiro numa oficina que ficava por baixo da casa. Já não é de minha recordação. Recordo-me sempre dele como uma pessoa pouco faladora mas correcta no trato. 

Contava com cerca de 90 anos de idade e vai hoje a sepultar na terra onde habitava presentemente.

O blog deixa aqui as nossas condolências aos familiares.

Volto breve,
JC


segunda-feira, 27 de junho de 2011

FALECEU O ANTÓNIO BANDEIRA!

Partiu para outras paragens desconhecidas, no entanto o seu corpo já um pouco cansado e velhote, regressou à terra que há muitos anos atrás, ele adoptou para viver. Fazendo vida de “caseiro” e junto com um irmão gémeo falso, por aqui começou a sua luta, na altura bem difícil! Com uma postura brilhante e honesta, de sabedoria restrita à experiência da vida, dado que as letras mal as conhecia, por aqui foi fazendo a sua vida até que procurou outros rumos e a exemplo de milhares e milhares de Portugueses, emigrou para França, tentando dar um outro futuro aos seus filhos.

No dia 13 de Junho disse aqui no blog, que estava à espera dele, mas, infelizmente, já não o voltei a ver. Hoje foi a enterrar no cemitério da sua terra e nem aí o pude acompanhar infelizmente. É triste dizer adeus a um amigo, mas mais triste ainda, é não ser capaz de aceitar o sofrimento, porque passam os nossos amigos, não ser capaz de acreditar, não ser capaz de abrir um sorriso a quem espera por ele, não ser capaz de alimentar uma esperança, não ser capaz de sentir a verdade, quando ela dói em demasia.

O Bandeira, homem de trabalho, de dedicação à família, homem daqueles à moda antiga, acabou por ser traído por uma doença, que não era a que o trazia mais preocupado. Depois de operado ao coração, reviveu para a vida como se fosse um homem novo, mas infelizmente, algo ainda mais grave ditou o seu destino e agora junto de Deus pede por nós, espera por nós, na paz que conquistou terra.

Foi nosso Juiz na Irmandade Nossa Senhora das Neves, meu amigo, reservado no trato, protector da família, cauteloso nas decisões, com alguma mágoa por não saber escrever mas, sempre participativo, amigo do seu amigo e um lutador e que não merecia por isso, ser derrotado desta forma inglória, contudo o controle dessa parte que é o final da nossa vida, não é nosso, é de alguém que vai apagando e acendendo as luzes, controlando tudo com sabedoria infinita.

E agora Bandeira, nada mais há a fazer, simplesmente acabar por soltar uma lágrima ou outra, ainda esquecida num canto do olho, rezar para que esteja junto dos bons e tentar que o seu exemplo de homem de paz e harmonia, de homem honesto e trabalhador, de homem simples e humilde, se mantenha por cá entre nós e que os que lhe foram mais próximos mantenham no respeito da sua memória, todas estas virtudes que lhe eram particulares.

Descansa em paz amigo Bandeira e que as lágrimas já de saudade, corram aos teus pés numa homenagem destes amigos e familiares que contigo conviveram e que já sentindo a tua falta sabem que Deus te deu a paz que merecias.

À esposa, filha, filhos, netos, bisnetos, noras e genro e restante família, o blog de São Paio de Mondego envia os mais sentidos pêsames e eu em particular, só consigo humildemente pedir desculpa, por não vos ter acompanhado mais de perto nestas horas tão difíceis, mas infelizmente, sabem como sou e como fiquei de há uns anos para cá.

* por António Catela
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Uma nota: a foto que coloquei neste texto mostra um local onde eu (Jorge) me habituei desde miúdo a ver o ti' Bandeira: a sua vinha no Val-das-Casas (com S. Paio ao fundo). Um símbolo que mostra a dedicação e a vida de um homem a um pedaço de terra que era a sua "menina" querida. Certamente irei muitas vezes à varanda e relembrar a sua imagem quando por lá andava... e continuará a andar!

Um abraço,
JC

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O regresso com várias notícias...

Caros amigos,

Antes de tudo estou vivo e bem! Obrigado desde já pelas numerosas mensagens recebidas quer por e-mail e facebook! Uma ausência algo forçada mas há situações que não estão ao nosso alcance e a consequência são períodos de tempo de ausência!

Mas cá vamos nós, de novo, arrancar para mais umas novidades de S. Paio!

Hoje aproveito o para vos falar de dois assuntos relacionados com a mesma família.

Um deles um pouco mais triste, pois foi hoje sepultada Maria da Encarnação dos Santos, esposa do falecido Zé Castanheira. Minha prima em 2º grau por parte da minha mãe, sempre foi uma pessoa que me lembro de estar por ali sentada à porta de casa. Lá passávamos e lá estava ela… À família enlutada o blog envia sentidas condolências.

O outro assunto que já vai um pouco fora de tempo mas que não posso deixar de referir, e daí a ligação ao assunto anterior, o Alexandre Madeira organizou pelo 2º ano consecutivo mais um EncontrUMM São Paio de Mondego, que mais não é do que um passeio em veículos de todo-o-terreno da mítica marca UMM, que significa União Metalo-Mecânica (uma empresa metalúrgica e automobilística portuguesa que foi fundada a 1977 com o propósito de fabricar jipes 4x4 para a agricultura, indústria e serviços).

Isto tudo aconteceu no passado dia 6 de Março (há 1 mês… uppsss!), e resumidamente constou num passeio calmo pelos belos locais da freguesia, por terra claro está, e culminou com um almoço na Associação. Este almoço foi “bem” interrompido pelo Rancho Folclórico Cultural e Etnográfico da Casa do Povo de S. Pedro d’Alva na sua digressão carnavalesca de que eu já vos falei aqui.

Eu escrevi “bem interrompido pois foi um momento diferente e engraçado para supresa de todos os que participavam neste passeio, incluindo o organizador!

Por falar nele, o Alexandre Madeira, tentou assim dinamizar a nossa aldeia tendo sido muito bem sucedido na sua missão.

Quem veio gostou, saíram satisfeitos e prometem voltar! A esta iniciativa, além da Associação Cultural e Desportiva (eu sei.. tenho de pagar as quotas!), juntou-se a Junta de Freguesia.

Deixo-vos com o link do fórum onde tudo isto esta muito melhor documentado e ilustrado com fotos e vídeos. VEJAM AQUI!!

Até já,
JC

 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Faleceu D. Maria Esménia Dias

Faleceu a D. Maria Esménia Marques Cordeiro Dias, vítima de doença súbita. Era casada com o Sr. Virgílio Dias e tinham um café que ainda exploravam, à entrada do ramal da Fábrica de Cerâmica Estrela de Alva. Oficialmente, o sítio onde moravam ainda pertence ao concelho de Arganil mas, como é compreensível, sempre se relacionaram mais com o concelho de Penacova.

Quis o destino que partisse antes da sua mãe, que já conta 97 anos de idade e contra isso nada se pode fazer. O funeral vai-se realizar, dia 12 de Novembro de 2010, pelas 08,30 horas, para o cemitério de S. Pedro de Alva, onde deve chegar por volta das 09,00 horas.

Uma vida de serviço, de dedicação extrema às filhas e a toda a família, terminam assim de forma abrupta e sem ninguém contar. Às vezes dizemos para connosco, que se calhar, é uma forma bonita de as pessoas partirem, mas quanto a mim, acho que as pessoas, partindo assim desta forma, nem dão tempo aos familiares de se despedirem e isso deixa uma marca muito maior.

O certo é que morrendo duma forma ou de outra, deixamos atrás de nós tudo o que na terra possuímos e levamos para bem longe tudo o que somos. Agora ficam as lágrimas de sofrimento por essa partida brusca, ficam os olhares marcados pelo luto que se começa e fica aquela saudade, que nunca mais se apaga do pensamento.

Foi uma "mãe" para muitos, pois trabalhou na escola de Lufreu e era ela que tratava da cozinha. Naquele tempo, em alguns casos, o almoço dado na escola era a única refeição que as crianças comiam. Muitas vezes, e relatando histórias que sempre ouvi lá por casa, os miúdos chegavam todos molhados à escola e a professora (acho que era a D. Benilde), mandava-os ir à cozinha para se aquecerem e secarem a roupa. E lá estava a D. Esménia para ajudar.

O blog de S. Paio de Mondego, aproveita para enviar as condolências a toda a família e em especial à Alda, ao pequenino Salvador e ao Alceu dos Santos Fernandes, presidente da Assembleia de Freguesia de S. Paio de Mondego.