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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Faleceu o nosso amigo Silvério...


Os sinos voltaram a tocar na aldeia e quando eles tocam é mau sinal.

A preocupação acentuou-se ainda mais, quando duas ambulâncias irromperam pela aldeia dentro tocando as suas sirenes estridentes como se o mundo estivesse a acabar. E sim, acabou para dois amigos.

O Silvério, que por aqui apareceu há uns anos e que acabou por ficar por aqui, vivendo com a “São do Alfaiate”, depressa se entrosou na aldeia e em pouco tempo começou a merecer o carinho de todos.

Tinha a ficção de um dia acertar no totoloto e vibrava com isso todas as semanas. Nunca ia ao Porto que no regresso não distribuísse por uma grande parte das pessoas da aldeia uma garrafa de vinho do Porto, um bolo-rei ou um folar. Sempre amigo de dar, acabou por doar as cadeiras e mesas para a Associação de S. Paio de Mondego e para a Associação do Silveirinho.

Foi um homem lutador, praticamente analfabeto mas que fazia contas como ninguém. Agora veio o carro fúnebre para que ele fizesse a sua última viagem em direcção ao Porto. Não o esqueceremos porque homens deste calibre deixam marcas.

Ficou em nós “ os que de mais perto lidaram com ele” uma sensação esquisita mas no fundo sabemos que se libertou para Deus.

Apresentamos os nossos pêsames à família.

Que descanse em paz, Silvério. 
ACatela