Meus amigos,
Hoje venho ao blog para continuar uma saga que comecei já este ano sobre “trabalhos do campo”!
Se no principio deste ano vos falei sobre a apanha da azeitona, este processo ficou sem a respectiva conclusão que é o trabalho após a apanha: o lagar!

Esta massa é batida e aquecida simultaneamente numa termobatedeira durante cerca de 45 minutos a uma temperatura inferior a 30ºC. Este processo é para garantir uma melhor qualidade do azeite!

Chegou a hora de eles serem apertados, literalmente! Seguem para a prensa (hidráulica)! A prensa começa a subir, e os capachos começam a ser apertados, comprimidos, “entalados”, de modo a garantir que há a separação entre os sólidos e os líquidos. Neste processo obtém-se 2 subprodutos, uma mistura de água e azeite de cor negra, e o bagaço. Este bagaço não é mais do que partes da polpa da azeitona, epiderme e o caroço (que não dá muito jeito que vá junto do líquido precioso)!

Só umas curiosidades sobre o azeite (algumas são pessoais e por isso não façam disto uma regra): o azeite é talvez das gorduras mais saudáveis que temos. O azeite contém gorduras monoinsaturadas, um tipo de gordura saudável que consumido em moderação (nunca esquecer que a dose faz o veneno…), pode reduzir o risco de doenças cardíacas, pois favorece a redução do LDL (se vocês virem os resultados das análises do sangue, vem lá este parâmetro), que não é mais do que o colesterol “mau”! Além disso, o azeite tem uma série de anti-oxidantes que favorecem o desempenho do nosso organismo, como os polifenóis.
Hoje em dia tem-se o hábito de quem compra azeite achar que quanto mais amarelinho, melhor! Pois, esse azeite, quando está muito amarelinho é porque já sofreu oxidações por exposição à luz e por consequência, perdeu algumas das suas melhores qualidades. Por isso é que o azeite deve ser guardado em recipientes escuros, protegendo assim da luz! Se o azeite tiver uma cor esverdeada, melhor!

De resto, venha bacalhau para se fazer uma tibornada e regar com azeite novo! E uns tintos, também!
As fotos são do Alexandre e já estavam a criar pó na minha pen desde do ano passado!
Um abraço,
JC
-
6 comentários:
Parabéns Jorge, a descrição está perfeita. Nem me atrevo a opinar. Apenas uma pequena nota: vais deixar (muito) decepcionados aqueles que pensavam que o azeite nascia dentro do raio da garrafa na prateleira do super-mercado...
:o)
obrigado!
Ora aqui está um banquete de cultura. Obrigada pelo post! Fiquei definitivamente mais rica neste conhecimento! Post de Grande Qualidade!
Parabéns, excelente texto!
já para não se falar nas fotos...!
:-p
As fotos tiveram o mesmo tratamento que um bom vinho, estágio numa pen para amadurecerem ;)
Por falar nisso, para quando o próximo capítulo da confraria? O telhado da sede ainda não sedeu? Ou é desta que vamos abrir mais filiais?
Enviar um comentário