Caros amigos,
Parece que desta vez é que é… o S. Pedro vai dar algumas tréguas e o calor vem aí… No passado dia 17 comemorou-se o Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca, mas eu nem me atrevi a escrever nada pois provavelmente chamavam-me de maluco (ainda mais…!).
Esta época, há uns anos, era sinónimo da minha chegada a S. Paio. Como alguns de vocês sabem, último dia de aulas e lá estava eu a chegar a S. Paio, na carreira da noite que ia para Meruge. Era um “must”.. 3 meses de férias! Era o começo de um período que se andava de baile em baile, noite após noite.. começava a “época” na Cruz do Soito, São Pedro, Hombres, Castinçal, Ermidas (claro!!), Sobral, a confusão do dia 15 de Agosto com inúmeras hipóteses onde Travanca normalmente era a minha eleita, Pinheiro d’Ázere, Parada e Sanguinheda, Silveirinho e acabava a época na Santa Eufêmia… Havia ainda Sail, Vale do Moinho, Maladão, Cortiça, Paradela, etc. mas, não sei porquê, o meu destino era sempre do São Pedro para baixo… tirando a Sanguinheda e Santa Eufêmia! Era uma média de 2 lts de mistura por dia na Casal Boss (havias de trabalhar, desgraçado!!)…
E o que se fazia nestes bailes? Dois motivos principais: miúdas e cerveja… Valha-me Deus!
Um fenómeno que sempre apreciei nestes bailes foi as “modas”… e o que se entende por “modas”? Estou a falar quer em estilos de vestir… quer em estilos de dançar! Vestir, havia sempre alguém que estava muito-à-frente… mas também só durava um baile ou outro pois a seguir já apareciam umas fotocópias! A dançar, bem meus amigos, aqui era quando os conjuntos irrompiam no meio da noite com uma rockalhada, isso sim, era ver abrir clareiras no meio da multidão para ver aqueles jovens ou nem tanto, a dar largas à imaginação e a demonstrar ao vivo, as horas e horas de treino efectuadas em casa ou numa matiné qualquer… uns, via-se que era muita dedicação, outros que era muito álcool…
Deixo-vos com uma actuação de onde se podem tirar algumas ideias para a época que se avizinha… aconselho a ver o filme até ao fim!!!
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Resumindo, viva o verão, as festas, os emigrantes…
Um abraço,
JC