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terça-feira, 23 de abril de 2013

Fim-de-semana na aldeia…

 Meus amigos,

Voltar à aldeia nunca é uma rotina… Não há 2 fins-de-semana iguais! Quanto mais não seja, a própria natureza que se vai transformando.

A chuva deu tréguas e com a vinda do sol, é hora de preparar a terra para algumas culturas que já vão tarde… mas a seu tempo tudo se cria! O cebolo, quem foi à procura dele encontrou o seu preço inflacionado! É a lei da oferta e da procura a funcionar!

Tirando os afazeres agrícolas, a noite de sábado foi de torneio de sueca na Associação. Este ano estão inscritas 19 equipas, quase no limite da sala que é de 22 equipas. Há pessoal de longe… para mim, Nelas já fica fora de mão para vir jogar sueca! A quantidade de carros no arraial já fazia lembrar um começo de noite da Festa! Do que eu me fui lembrar…!
Voltando ao torneio, a movimentação é grande, quer entre os participantes, quer no pessoal curioso (como eu) que simplesmente lá foi cumprimentar pessoal, beber uma mini e jogar uns números no sorteio do presunto!

Ainda não começaram os passeios matinais de domingo de bicicleta em S. Paio. A agrícola está atrasada e o dever está primeiro… Eu, mesmo assim, ainda fui! A manhã estava de sol e o pulmão precisa de abrir!

Tenho uns filmes sobre S. Paio, mas mostro mais para o final da semana!

Até mais logo!

Um abraço,
JC


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CHEGADA...


Minha aldeia amada, que saudades eu tinha de te ver!

Este cheiro que emana das tuas chaminés supera qualquer calor tropical, o sabor das tuas comidas é único e não tem igual e o carinho das tuas/nossas gentes é insubstituível. 

Fui para longe mas levei-te no peito, sendo que tudo o que tu és, eu sou em cada segundo, pois sou fruto da tua identidade, sou aquilo que tu e esta minha idade me ofereceram. 

Regressei, mais aldeão do que nunca. E ao chegar não me apeteceu mais partir, pois aqui não é preciso qualquer Carnaval para sorrir, aqui tudo é genuíno... e viver é sentir. 

A minha avó já não cozinha no pote, como o fazia até há um par de anos, mas muitas outras avós ainda o fazem, e as avós da minha aldeia são também um pouco de avós de todos nós. 

Porque é que te amo tanto aldeia minha? Não me perguntes tal coisa. Deixa-me antes continuar a amar-te e a lutar pela tua vitalidade. É esta a melhor forma que tenho de te agradecer tudo o que sou.

Foto: AJorge Reis
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Meus amigos,

às vezes quando navego pela internet encontro algumas pérolas perdidas...Foi o que aconteceu com um texto e uma foto que encontrei num grupo do Facebook.

Um texto que transmite muito do que sinto e uma foto que leva a uma revolução nas minhas memórias. Pois então vejamos, a lareira com as panelas de ferro. Logo aqui um clássico! Talvez a maior até seja a panela do porco, como se chamava em minha casa. Aquele balde de cascas devia ir para lá direitinho.

Continuando na lareira, reparem à volta a quantidade de casulos de milho que são usados como lenha (aqui mais uma memória da malha do milho. 

Olhando à volta, vemos um banco corrido ao fundo. Existe ainda um no Val-das-Casas, antes também estava na cozinha do forno. Era onde o meu avô descansava um pouco ou se aquecia. Como era de baixa estatura, chegava mesmo a deitar-se nele e dormir umas sestas ao quente da fogueira...

Vamos lá matar saudades deste tempo...

Até já,
JC

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A MINHA ALDEIA...


A noite tinha chegado de mansinho à minha aldeia e a prova disso, é que as lâmpadas da iluminação pública estavam a começar a acender. Uma aqui, outra ali, uma de cor branca, outra, topo de gama de cor alaranjada e que dizem, consome menos energia e que é obrigatório por lei serem colocadas em substituição das mais antigas. O certo é que a minha aldeia, com estas lâmpadas, parece que está a preparar-se para a chegada do Pai Natal e fica linda. Quase nem me apetece meter uma cunha, “porque isto de EDP, ou outra empresa pública” só com cunhas é que se lá vai.

Mas isto tudo para dizer, que do jardim de minha casa, a aldeia parece um presépio, apesar de eu saber que os figurantes não são os mesmos e estão em muito menor número. Se quisermos mesmo ver, os efeitos da chamada crise do FMI, temos que visitar uma aldeia destas. A crise tornou estas aldeias desertas, as pessoas ficam por casa à espera de um novo dia e que uma nova esperança renasça em cada sono dormido.

Senão fosse a labuta que vai começar perto das seis da manhã, que vai levar as pessoas para os campos para aquela agricultura de subsistência, esta aldeia, bem que parecia as antigas cidades do Oeste Americano, quando as minas de ouro se esgotavam e tudo se mudava para outros locais, atrás do “bendito metal precioso”. Mas aqui não é a América e ainda tudo se preocupa com as batatas, mesmo que depois elas fiquem cheias de borboleta, aqui ainda se preocupam com as videiras, porque estão carregadas de cachos e podem estragar-se com o vento e as chuvas, aqui ainda se preocupam com as oliveiras que irão dar mais ou menos azeite, aqui ainda se preocupam com os pássaros que andam a dar cabo das cerejas e de outros frutos.

A minha aldeia está perdida pelo envelhecimento, pelas crianças que deixaram de nos mostrar o seu sorriso, pelo abandono em busca de melhor vida que está a acontecer a todo e qualquer jovem que aqui nasceu, inclusive, por aqueles que foram estudar para as Universidades e que não pensam em voltar, mas que, vão aproveitando e vão dizendo aos papás, para não deixarem morrer as nossas aldeias. Depois de pensar mais um bocado neste dia, em que me apeteceu pisar a relva do suor de uma vida ainda por viver, acabei por descobrir, que afinal isto não é assim tão interior, ou então é o mar, que ao contrário do que dizem se está a afastar.

Na minha aldeia, a gente de fibra está a desaparecer com a idade alcançada, que faz perder essa atitude a uns tantos e amolece outros e eu, vejo esse tempo que agora é deles a aproximar-se tão depressa e, sem nada poder fazer, enfio-me na casa, procuro o meu canto onde vou escrevendo o que sinto… simplesmente esperando e acreditando que a minha aldeia, um dia, possa voltar a renascer para a vida.
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AC

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Gosto de acordar na aldeia!

Meus amigos,

Hoje venho ao blog simplesmente para escrever um pouco… treinar a escrita! Isto é como andar de bicicleta, nunca se esquece mas é preciso treino!

Este domingo acordei em São Paio! É sempre uma agradável sensação vir à varanda e sentir o fresco da manhã. O contraste da casa quente pela lareira que ficou acesa com a brisa matinal que estava do outro lado da porta! É mesmo encher os pulmões e respirar fundo… nada de novo para quem vive lá, mas para um citadino é algo estranho não se sentir o monóxido de carbono que a cidade tem no ar (daí que eu devo andar todo queimadinho por dentro… muita coisa se explica nesta frase!). Gosto de acordar na aldeia!

Mas não é só o corpo que fica repleto, a alma também fica cheia. Uma história curiosa, quando eu era miúdo e já a ideia me puxava sempre para S. Paio, dependia dos meus pais para ir à “terra”. O meu pai sempre viajou muito durante a noite. Então, frequentemente eu adormecia no carro durante a viagem e a minha mãe fazia o transbordo do meu corpinho do carro para a cama. De manhã acordava meio espantado e era prática comum beliscar-me para ver se estava a sonhar… não, era realidade e eu estava no Val-das-Casas! Gosto de acordar na aldeia.

Todas essas lembranças estão aqui guardadas e sempre que olho para a povoação elas efervescem na minha cabeça! Gosto de olhar para a povoação a acordar e já nem me importo do galo que perdeu noção do tempo e cacareja ás 4, ás 5, ás 6 da manhã… tanta vez esteve para levar uma chumbada de pressão de ar!!! A névoa misteriosa branca que paira sobre a povoação, o fumo de uma queimada, o som de uma motorizada ecoa no vale… há vida! Gosto de acordar na aldeia!

Pequeno almoço, banho, e pés ao caminho… Gandâra, Val-de-Açores, Ribeira da Bogueira, Ferrugem, vim sair à vinha do “ti’Fortunato”… ainda era para ir pela Remolha e seguir para casa, mas decidi ir povo acima. Assim foi…

Entretanto eram horas de almoço e parece mal chegar tarde! Ficam aqui algumas fotos que fui tirando pelo caminho!

Abraço! Regresso muito em breve!
JC








quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um texto que eu achei fantástico!!!

Meus amigos,

Como devem já ter notado, existem vários "links" a outros blogs ou sites de "amigos" num menu do lado esquerdo do nosso blog.
Isto serve para quê? Como vocês sabem, noticias de S. Paio não há todos os dias (se bem que, se eu lá vivesse, se arranjaria sempre qualquer coisa… nem que fosse a notícia de um carreiro de formigas que tinha sido violentamente interrompido e desmembrado à passagem da Zundapp do Jacinto, lá para os lados da Gandara!) e assim, podem sempre dar uma olhadela pelos os outros blogs pois, ou num ou noutro, há sempre novidades!

Eu também o faço e hoje deparei-me com um texto no blog da Moura Morta que eu achei fantástico! Embora o título seja "Para quem nasceu na Moura Morta antes de 1980..." poderia muito bem ser, com algumas adaptações, "Para quem nasceu em S. Paio antes de 1980...".

Um abraço!
JC