Hoje venho ao blog falar de um tema, que embora já não seja novo para quem habita em S. Paio, para mim começa a ser um pouco repetitivo…
Ora, como alguns de vocês saberão, eu este fim-de-semana estive em S. Paio. Passou um pouco despercebido, mas tal como é do meu feitio, sou um tipo discreto… nem ao magusto fui! Imperdoável!!!
Sexta-feira saí de Lisboa já um pouco tarde mas como também ninguém ia a correr atrás de mim, resolvi ir pela antiga EN1. Cheguei a S. Paio por volta das 00:15 já de sábado. Chovia umas pingas mas nada de especial… a noite não estava muito fria. Arrumar carro, abrir o contador da água e recolher-me em casa. Um golpe de sorte: nem há 5 minutos estava em casa e começa uma ventania e a chover a potes! Preparo-me para ir deitar e como tal, frases que ainda retenho da minha infância, chichi e cama! O autocolismo descarregou mas não encheu… hum, estranho…!? Abro a torneira e nada! Ele há coisas: lá fora chovia a potes e as torneiras secas! Pensei que talvez tivesse fechado o contador em vez de abrir, mas quase jurava que o tinha rodado para a esquerda… fui dormir!
De manhã levanto-me, e queria tomar banho… digo bem, queria! Mas, depois de confirmar que o contador estava aberto, as torneiras continuavam secas! Lavei-me com Água de Penacova. Tenho furo mas dava muito trabalho! Água de Penacova: para todas as ocasiões!
Esta conversa toda para quê? Para mais uma vez, e nos últimos tempos já é a 2ª vez que chego a S. Paio e não há água, vos dizer que a conduta principal que abastece a povoação rebentou! Desta vez foi logo a seguir à curva quando se passa ao ramal da Estrela d’Alva em direcção à Cruz do Soito.
Passei lá eram umas 10 horas e andava o pessoal da Câmara a remendar o tubo. Abre buraco, remenda e tapa buraco. Lá fica agora por uns tempos mais uma curva com terra e gravilha com fartura. Por isso, algum cuidado é necessário.
Quanto à conduta, será que um dia destes haverá verba para uma conduta nova que vá fazer ligação com a que já foi substituída? Não sei…
Eu ainda sou do tempo em que a estrada para o Val-das-Casas não era alcatroada. A conduta que levava a água desde da povoação até lá pouco mais era do que uma mangueira de rega (tanto em diâmetro como em resistência). Então era muito frequente ver na estrada de terra batida aparecer mais uma poça de água. Lá se remendava mais um furo. Parece que esses tempos não são tão longínquos assim….
Um abraço!
JC