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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

FOTOS DAS ERMIDAS - AS TARDES, SARDINHADA E O FADO...

Caros amigos,

como vos dizia ontem, material não me falta e prova disso mesmo é que ainda tenho fotos das Ermidas para vos mostrar!

Aqui ficam os registos fotográficos do que foram as tardes (olhem o estilo do Raimundo!!), a sardinhada de 3ª feira e a noite de fados...

Ficam ainda na carteira as fotos das actividades desportivas!

Um abraço,
JC

* fotos da Diana, Zé Alberto, Kordeiro e acho de mais ninguém!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A festa... vista por dentro (como nós, mordomos, vivemos a festa)

Faltavam apenas alguns minutos para as 21h30 quando, no sábado 3 de Agosto, cheguei finalmente ao arraial das Ermidas. Uma aparente calma tomava conta do local. Parei o carro, depois de uma viagem relâmpago de Lisboa a S. Paio e de um longo dia de trabalho que parecia não ter fim, muito por culpa da ansiedade que já se tinha apoderado de mim há alguns dias. O recinto estava deserto, tirando a presença de alguns elementos da mordomia que finalizavam pormenores no bar. Aproveitei, também eu, aquela pausa e dei um pulo a casa para retemperar forças e ganhar fôlego para a agitada noite que se avizinhava. Pouco depois das 22h voltei às Ermidas. As pessoas começavam a chegar e o arraial a ganhar vida. Estava tudo a postos para a noite de baile com o conjunto Banda Pátria. A partir daí, na minha memória, as horas seguintes passaram como segundos. A agitação era tanta que pouco tempo tive para me aperceber do que se passava. A dada altura, depois de tanta lima espremer para as concorridas caipirinhas e para os ainda mais solicitados caipirões, dei por mim a levantar os olhos e a reparar que o recinto tinha sido inundado por um número sem fim de cabeças. Do fundo do bar pensei que há muito não via uma noite tão concorrida. O baile acabou mas para nosso espanto, não foram só os jovens que permaneceram para o After Hours mas muito mais gente quis espreitar o que a noite ainda prometia. 5h30 da manhã, o Diogo passava a derradeira música. Num último impulso de energia, ainda apanhámos os copos espalhados pelo arraial e deixámos o trabalho facilitado para a equipa de mordomos que chegaria mais cedo no dia seguinte. 6h da manhã, já a luz do dia marcava presença, quando literalmente nos arrastámos até casa.

Domingo, 9h da manhã, já o despertador berrava aos meus ouvidos. O cansaço de tantas horas de pé fazia-se agora sentir, bem mais presente do que na noite anterior. Levantei-me ainda mais cansada do que me tinha deitado. Com três horas de sono em cima, lá me dirigi para a Igreja Matriz onde era necessário organizar a procissão. Equipas formadas, lá seguiu o cortejo estrada fora. Seguiu-se a missa na capela, com a inconfundível voz da Carla Pais, à qual ainda consegui prestar uns segundos de atenção, abstraindo-me da azáfama que havia no bar. Com tanto uso que já dávamos às máquinas de bebidas, um barril de cerveja acabou por rebentar e o Alexandre – devidamente fardado para a Filarmónica – ainda levou um belo banho. Finda a missa, a pouco e pouco, todos se foram dispersando, concedendo-nos a nós, mordomos, umas breves horas de acalmia. Ainda que em almoços relâmpago, lá nos fomos revezando, para cada um poder ir trincar qualquer coisa a casa. Devo confessar que me sentei à mesa e praticamente não tinha fome mas adormeci sentada, tal era o cansaço.
Regresso às Ermidas. Café à pressão e toca a montar de novo as barracas do artesanato. Filarmónica, Tuna e workshop de dança seguiram-se na tarde de Domingo. Mais uma pausa relâmpago para ir jantar e lá estamos nós de novo. Mesmo antes do baile começar, as pessoas já faziam número junto ao dancing para ver o anunciado desfile. Os participantes aglomeraram-se na escola primária para vestir a fatiota... eram cerca de 15. 23h lá vai tudo num passo apressado até ao recinto, já que o baile não podia tardar muito mais. Acompanhados por uma apresentação completamente improvisada, lá foram desfilando os participantes. Já agora aproveito para dizer que escolhemos entregar diplomas porque nos pareceu ser o mais adequado ao tipo de evento que era. Têm tanto valor quanto as medalhas, uma vez que referem o local, a data, etc. e estão devidamente assinados pelo presidente da Comissão de Festas. Terminado o desfile, seguiu-se o baile. Moda do ramo... exclusivamente feminina. O baile terminou e as pessoas começaram a dispersar, não havendo After Hours à vista. Toca a arrumar comidas, bebidas e a apanhar copos do chão. 4h da manhã... acho que o meu carro foi em piloto automático para casa.

Segunda-feira, missa de manhã e alguns de nós ainda fizeram uns quantos quilómetros para encontrar galos e cântaros destinados aos jogos tradicionais. Desta vez, almoço mais calmo mas logo a seguir direcção Ermidas para organizar as actividades da tarde. Percurso da gincana montado, cântaros suspensos e mesas para o bingo colocadas junto ao bar. Começaram as sessões de bingo, prolongando-se até ao início do leilão. Os jogos acabaram por ser tomados de assalto pelos miúdos, enquanto os graúdos riscavam números na esperança que a sorte batesse à porta. Ainda o bingo decorria quando a agitação entre os mordomos começou a ser visível. O conjunto não aparecia, ninguém atendia o telefone. Os nervos, preocupação e indignação tomaram conta de nós. Devo dizer que se não fosse o João Santos, manager do conjunto de sábado, as coisas não se teriam resolvido tão rapidamente e bem. Incansável, desdobrou-se em contactos e acabou por nos arranjar os Roda Viva que, apesar de não terem o seu vocalista disponível, acabaram por vir com um de outro grupo, que prontamente se disponibilizou. Nisto tudo eram 19h. O pessoal começou a deslocar-se para a zona de merendas. A fome era pouca, tal era o stress que tínhamos. 21h, chega o conjunto. Pareciam dotados de 1001 mãos tal foi a rapidez com que montaram o material. Foram jantar, também eles num ápice. Para fazer face ao compasso de espera lá se jogaram mais umas partidas de bingo. Aqui a minha memória falha, não sei que horas eram quando a música começou mas a paciência de todos permitiu que segunda-feira não fosse um total fracasso, muito pelo contrário! Tendo em conta a hora tardia de arranque, o arraial até estava bastante animado e o conjunto acabou por se revelar uma agradável surpresa. Tive oportunidade de ver os AIKISOM – conjunto que estava previsto – em Lisboa, nos Santos Populares, e a sua não comparência acabou por ser uma boa coisa. Os Roda Viva foram bastante superiores. Actuaram mais horas do que estava previsto e, no final, juntaram-se a nós para mais uma noite de After Hours, desta vez com o Rui Almeida. Depois das noites de sábado e domingo, nas quais já tinham surgido alguns indícios, os sérios candidatos às cabras desenhavam-se cada vez melhor.
No decorrer da noite houve uma descoberta que nos entristeceu profundamente. Depois de já termos encontrado a casa de banho das senhoras vandalizada, foi a vez de alguém fazer o mesmo na parte masculina. Não sabemos quem o fez e acaba por ser irrelevante mas é inadmissível que estas coisas aconteçam. Foram construídas casas de banho para a comodidade das pessoas que frequentam o arraial. É um local difícil de manter limpo e este ano tudo fizemos para que o estivesse, a pensar em quem as utilizaria. È inacreditável que estas coisas se passem, seja neste ou noutro ano qualquer. Quem o fez não tem sentido cívico nem se sabe comportar numa sociedade. É vergonhoso que actos destes se pratiquem só pela vontade de querer estragar.

Terça-feira, finalmente mais algumas horas de sono. 16h, Ermidas. A tarde foi penosa, altura em que o cansaço acumulado já nem as pernas nos deixava mexer normalmente. Aula de aeróbica, na qual já nem sequer me atrevi a participar. Depois, sardinhada para preparar, mesas para dispor para a noite de fados e de repente já as pessoas começavam a aparecer, vindas do campo de futebol. Qual é o nosso espanto quando, as mesas postas para a sardinhada começaram a ser poucas para tanta gente. Improviso de última hora e a Associação lá nos safou, emprestando mais umas mesas. Devo dizer que, desde que me lembro, nunca vi uma sardinhada tão preenchida e tão participada como esta.
Hora de se cantar o fado. Apagaram-se as luzes, as pessoas instalaram-se como puderam. Fez-se silêncio e só as velas em cima das mesas davam sinal de vida. Recinto cheio. Muitas vezes me emocionei nessa noite mas no momento em que os mordomos foram chamados ao palco para cantar o último fado foi difícil de conter a emoção. Ao ouvir os versos «Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida...» vieram-me as lágrimas aos olhos porque, para todos nós, era realmente a hora da despedida e a saudade já pesava. Apesar de todo o trabalho, de alguns acontecimentos inesperados, do cansaço extremo e das noites por dormir, no fim ficou a sensação de dever cumprido.
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Tomo a liberdade de falar em nome de toda a Comissão de Festas 2008 para dizer que todas as iniciativas que tivemos este ano foram com o exclusivo intuito de proporcionar uma festa inesquecível a todos os habitantes da terra, porque foi graças a eles e para eles que a fizemos. Não pensámos no lucro que iríamos ter, pensámos sim em dinamizar o arraial. Já agora, aproveito para deixar aqui uma sugestão: quem tiver ideias para a próxima festa, proponha-as à nova Comissão, tal como fizeram connosco a Andreia e Carla Catela. Em vez de deixarmos a festa morrer, como em muitas outras terras, podemos, se quisermos, todos contribuir para que o recinto não se resuma apenas ao bar e à quermesse mas sim a um conjunto de actividades que encham as Ermidas de vida.
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* texto enviado por Andreia Costa

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

ERMIDAS 2008... EU FUI!!!

Meus caros amigos,

já pensavam que eu me tinha esquecido ou que estava a recuperar de mais uma festa das Ermidas... mas não! Simplesmente uma chefe de férias e alguém tem de trabalhar, certo?

Bem, eu fui mas não assisti a tudo até ao fim! Tive de regressar na 2ª feira à tarde para a capital.

Resumindo os dias que assisti a uma palavra: fantástico!

SÁBADO - Cheguei a S. Paio eram umas 11:00 de sábado. Já não sai cedo de Lisboa e fui pela EN1. Com a mota não há camião que empate e sempre se poupa alguns cobres nas portagens… economia essa que pode ficar nos cofres do Estado se por acaso houver um radar mais “zeloso”… Mas vamos ao que interessa: sábado de manhã e lá estava eu em S. Paio. Já alguma agitação no Arraial. Chegado a casa, e aqui uma palavra de agradecimento à Comissão, alguém se lembrou de que o Vale-das-Casas também faz parte da povoação e a rua estava enfeitada até lá! Quem sabe para o ano não será também a Gândara de Cima. Não estou aqui a dizer que ninguém se lembra do lugar onde tenho a casa, mas a nível de enfeites de rua, foi o primeiro ano de que me lembro. Nem mesmo quando fui mordomo nos longínquos anos de 1996/1997. Almocinho com a família e estava na hora de ir até ao Arraial. Pernas ao caminho (sim, a pé!) e paragem no Cruzeiro. Seguidamente uma paragem um pouco mais acima, do lado direito, para testar se o Licor Beirão continua com a mesma fórmula. Finalmente cheguei ao Arraial… cumprimentos da ordem, um calor brutal e a imperial a escorrer… A “coisa” estava a correr bem! Trocavam-se conversa, alguns por ali se distraíam com as actividades da tarde de sábado como constava nos programas. Algumas surpresas, como foi o caso do Artur Ribeiro e do filho Gonçalo que apareceram por lá montados nos seus cavalos… Havia barraquinhas com peças de artesanatos que dão uma certa vida e alegria ao Arraial.
À noite, a temperatura convidava as pessoas saírem de casa e felizmente pudemos ver o arraial das Ermidas com uma óptima afluência, muito bem composto, muito animado. Eu diverti-me. Por momentos alguns devem ter pensado que eu estava na corrida pelo prémio da maior cabra, mas não… a concorrência é forte! Eles hoje em dia devem começar a calcar a bebida desde dos pés… O conjunto cumpriu e animou e depois deste também o Diogo Almeida animou o recinto com um som com tendências de “deep house”. O rapaz percebe mais daquilo que muito nome da nossa noite ou não fosse vê-los nas noites do Algarve a meter o cdzinho da Orbital e abanarem o esqueleto para o pessoal pensar que eles entendem do assunto…

DOMINGO – O dia começou cedo… não que tivesse algo para fazer mas tinha um sobrinho de 5 anos que acorda e vai “ver bonecos” na televisão. Toca a arranjar, levar a carro do pai ás Ermidas e regressar para acompanhar a procissão. Um momento singular, não só pelo significado e a ele se resumir toda a essência desta Festa, mas também pelo povo que acompanhou, participou e pela Irmandade que, como relatamos há uns dias, ganhou uma série de novos elementos! Ah.. e o regresso da Filarmónica de S. Pedro d’Alva. Missa rezada (este ano o Senhor Prior chegou a horas...), saiu novamente a procissão em volta do recinto como de costume. Hora de almoço, nada como fazer o leilão de fugaças!
Durante a tarde, o tradicional concerto dado pela filarmónica e um workshop de danças de salão, com a Cláudia Cordeiro. Muito giro…
À noite, antes do baile e para grande impaciência do Zé Gato que se fartou de protestar pela hora tardia e o conjunto sem tocar (é que o senhor estava mesmo ao pé de mim…) houve um desfile de “roupas” feitas com materiais recicláveis! A povoação aderiu em força a esta iniciativa e contou quase com duas dezenas de participantes. Muito giro… mais uma vez! A “nossa” Carla Duarte e os Gomape Music animaram o baile que para mim durou até ás 4 da manhã! Oh bem que é festa, ou bem que não é…

SEGUNDA – Não fui à missa, aliás, de manhã fiquei por casa. Apareci no arraial só depois de almoço (lá para as 16h) quando tudo se preparava para o começo da tarde desportiva com vários jogos. Uma das actividades que vi anunciadas que me fez “desenterrar” algumas recordações foi o jogo da “morte-ao-galo”. Era lindo… Uma vez, não me lembro quem, desorientado de todo ia acertando em algumas pessoas que estava a assistir da parte de baixo, ao lado da Capela…
Entretanto, bebi duas… águas das pedras e meti-me ao caminho.

O resto do dia de segunda e o dia de terça, ficam para o próximo post, pois este já vai longo….

Até breve!
Aviso que no próximo fim-de-semana estou aí….
JC

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

ERMIDAS 2008... EU VOU!!!

Meu caros amigos,

Aproveitando uma ideia da Andreia, "pedindo emprestado" parte de um slogan de um festival qualquer que ocorre por esse Mundo, venho por este meio relembrar que este fim-de-semana todos caminhos vão dar a S. Paio.

Logo também farei a mala e amanhã pela fresquinha lá iremos nós (eu e as miúdas!)...

A Comissão de Festas, mais uma vez, tudo fará para tornar este momento um sucesso e uma referência das festas e grandes arraiais da nossa região.

Fica aqui uma amostra do que se espera ver numa das noites de baile!!! Estou a falar da afluência de pessoas... não das acrobacias!!



Até amanhã!
Beijos e abraços,
JC

segunda-feira, 30 de junho de 2008

FESTA EM HONRA DO SENHOR S. PAIO


Mais um dia agradável, se passou na nossa freguesia, festejando o dia do nosso padroeiro, S. Paio.

A Irmandade Nossa Senhora das Neves e do Santíssimo Sacramento, ficou a contar com muito mais elementos, ao entrarem para fazer parte da mesma e duma “forma bastante corajosa” catorze mulheres, assumindo o seu compromisso e aproveitando para participarem logo no primeiro acto solene que foi o acompanhamento da procissão que percorreu algumas ruas do lugar.

Ao fim de alguns anos de interregno, sabe Deus porquê, voltou a esta terra, a Filarmónica de S. Pedro de Alva que abrilhantou a procissão, tocando a compasso, dando outro entusiasmo às pessoas que acompanhavam.

Não há qualquer dúvida que, não tem nada a ver uma coisa com e sem.

No final do dia, houve confraternização nas Ermidas, onde foi servida chanfana, febras assadas e vinho de qualidade aos presentes o que, fez com que alguns já viessem um pouco mais alegres para casa, esquecendo a crise e o resto que por aí anda.

No sábado houve baile, abrilhantado pelo conjunto MONDEGSTAR, que animou a malta até de madrugada e apesar de a participação não ter sido a mais desejada, em virtude de existirem vários festejos nas localidades vizinhas, ainda se comeu mais uma bela sardinhada e os que lá estavam deram mostras de se estarem a divertir bastante.

Por tudo o que têm feito de bom, mais uma vez apresentamos os nossos parabéns à Comissão de Festas das Ermidas!!!
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