Hoje venho falar de alguns objectos que, felizmente, já não fazem parte dos utensílios prioritários nas nossas casas, mas nem sempre foi assim… e nem sequer estou a falar num passado tão longínquo assim.
Falando do que se passava no Val-das-Casas, só em 1983 (se não estou em erro) e após alguma insistência é que a luz eléctrica lá chegou. Eu era novo (bastante novo), mas ainda me recordo das minhas férias e à noite lá andávamos com o belo candeeiro de petróleo.
Uns de pé alto e com chaminé, de torcida achatada que subia e descia por meio de uma roda do lado de fora ligada a outra roda dentada no interior que estava em contacto com a torcida, que por sua vez estava mergulhada no petróleo. Outros, de lata, baixos, sem protecção, de torcida redonda…
Mas o meu preferido era o belo do petromax!!! Pendurado no tecto da sala a luz que ele gerava era intensa e forte… O depósito em baixo, com uma bomba que servia para injectar e vaporizar o petróleo até à camisa. Lembro-me inclusive que no dia em que os meus avós maternos juntaram os filhos para fazerem partilhas, foi num dia depois do jantar e todos sentados numa sala interior lá de casa e o belo petromax pendurado. São imagens que ainda hoje retenho na mente…
Os meus avós nunca deixaram de usar os candeeiros a petróleo, principalmente quando iam deitar o comer aos animais. Nunca aconteceu nada mas era um perigo por vezes o meu avô ir ao palheiro com o candeeiro na mão.
Mas não fomos o último local ao qual a energia eléctrica tardou a chegar. Não tenho bem presente mas deve haver pouco mais de meia dúzia de anos que a mesma chegou à Gândara-de-Cima. Antes, bem que se ouvia o gerador a diesel a funcionar todas as noites.
Enfim, sinais dos tempos… Deixo-vos alguns exemplares a petróleo que ainda existem lá por casa. Uns em melhor estado, outros em melhor, mas todos eles funcionam!
Um abraço,
JC
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