Quem vive no campo, estas tarefas já fazem parte da sua rotina. Foi a época das vindimas, depois veio a poda e por fim ataram-se as videiras.
Todo esse processo lá em casa é feito pelos meus pais. Eu só vi o resultado final (havias de trabalhar, cãozito…!).
As vides que resultaram da poda, essas ainda há por lá aos molhos. Servem para aquecer o forno! E um cabrito assado no forno aquecido com vides???... Mas o que eu mais admiro nas vinhas da nossa região é que, por mais que apareçam materiais novos como o fio de plástico, o vime continua a ser rei e senhor na hora de atar as videiras! Além da vinha lá de casa, fui dar uma volta pela do Ti’ Bandeira, a do João Mateus e do Zé Fernandes… Em todas, o belo do vime.
O que levará o mundo a não se adaptar aos novos materiais? Não sei... mas até acho interessantes estas tradições e a manutenção das mesmas. Lembro-me em miúdo o meu avô Francisco ir apanhar os vimes ao Vale-de-Açores e deixá-los dentro da poça de um dia para o outro, afim de eles ficarem macios para se poderem trabalhar. Mesmo assim, não se livravam de umas “borregas” nas mãos ao fim do dia de trabalho…
Ninguém disse que a vida do campo é fácil, mas tem o seu encanto!
Um abraço,
JC