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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Nascer, Viver, Amar e Morr.... nããã.. voltar a Nascer!


Meus amigos,
 
Eu referi que iria voltar ao tema da homenagem que foi realizada no passado domingo! E aqui estou eu…!

Vou fazer uma mistura! Eu explico: vou pegar nos discursos que a Maria Arminda (Minda) e o António Catela (Tó Mané) fizeram, juntá-los e assim construir um texto que mostra um pouco do que foi a freguesia de S. Paio, assim como alguns sentimentos que lhes vão na pele…

Sempre que tiver algo em itálico é porque foi retirado de um dos discursos… ok? Vamos lá…

Olha bem, tudo tem um fim! A nossa vida, o nosso trabalho, a nossa missão, um objectivo, um carro… tudo tem um fim! Por vontade própria ou não…! Também a freguesia de S. Paio de Mondego com a estrutura que hoje se conhece, também chegou ao fim pois fruto desta onda de austeridade que varreu o País, coube também às Freguesias, por sinal o elo mais fraco na cadeia do poder, cair em desgraça.

E nós merecíamos isto? Acho que não, mas não vamos discutir o que já foi tão discutido e que não tem volta a dar! Parece um jogo de futebol quando o árbitro mostra um cartão vermelho a um jogador e ele continua ali a tentar justificar e tentar reverter uma situação que já está tomada… Hoje estou a exceder-me!! Já falei de 2 assuntos proibidos neste blog: política e futebol!

Mas continuemos a falar da freguesia!... Tanta história que agora fica sem seguimento, desde do tempo das Juntas de Paróquia até às Juntas de Freguesia, gerações que se dedicaram a esta causa,  pessoas que se dedicaram ao bem comum, a lutar pelas melhorias nas suas terras. Uns dando tudo de si, outros o seu trabalho e disponibilidade, outros intentando a nossa defesa, outros oferecendo parte do que era seu, os meios financeiros e outros ainda, os bens materiais e o seu apoio e carinho em todas as horas difíceis porque passamos.

Famílias durante várias gerações se dedicaram à causa pública e aos outros. Por exemplo, a família da Minda em três gerações diferentes (o seu avô Jaime, que para além de ter exercido o cargo de Presidente de Assembleia, foi, também, de 1967 a 1971, Presidente de Junta de Paróquia e havia sido Regedor; o seu pai António Ramos e a minha mãe São, que exerceram ambos o cargo de Secretários da Junta de Freguesia e finalmente a Minda, que para além de presidente e secretária da Assembleia, foi Secretária desta Junta de Freguesia).

Muitas batalhas travadas, que levaram a guerras ganhas... outras perdidas! Foi fácil? Hum… aposto que muito raramente! Foram pessoas sempre muito expostas que no desempenho destas funções, muitas vezes receberam críticas destrutivas, ouviram palavras desagradáveis, há, sempre, muito de positivo que fica, que (…) marca e que (…)  faz acreditar que tiveram alguma importância na vida e no viver dos Sampaienses. Por pequenas que sejam as (…) obras, há, sem dúvida, marcas indeléveis que se perpetuam na memória das nossas gentes.

Ficam também alguns dados curiosos como por exemplo o Tó Mané que termina um ciclo de 28 anos, pois foi eleito a 08 de Dezembro de 1985, como Presidente de Junta de Freguesia da nossa Freguesia, viveu momentos bons e maus como todos vivem contudo, e que agora agradece também a todos por o terem aceite naquela que era a nossa terra mas que hoje também é dele e, pela confiança que em ele depositaram.

Tó Mané, para um achadiço* não estiveste nada mal… Agora uma nova missão espera-te! Sei que vais continuar a defender com “unhas e dentes” utilizando uma expressão mais banal, a nossa terra, os nossos costumes, a nossa forma de viver, mesmo que agregados e em união com a freguesia de S. Pedro de Alva e nunca deixarás que um só argumento vença, desde que não seja do interesse da terra que mais amas…S. Paio de Mondego.

E concluo este texto com a transcrição na íntegra dos últimos parágrafos dos discursos da Minda e do Tó Mané… Expressa bem o que lhes vai no sangue!

Finalmente, e agora que a nossa Freguesia foi agregada à de S. Pedro de Alva, julgo, não com mágoa, mas com uma enorme vontade de continuar a lutar por este povo, ser o momento de parafrasear Fernando Pessoa, no poema da Mensagem “Mar Português”:

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
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S. Paio de Mondego não vai morrer, S. Paio de Mondego vai ser sempre uma referência neste concelho, S. Paio de Mondego vai ser sempre a nossa Freguesia. Muito obrigado a todos.
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Nós é que agradecemos! Até breve,
JC

* foi uma brincadeira!!! Todos nesta terra são bem vindos! Só para não haver mal entendidos! :-)