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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CHEGADA...


Minha aldeia amada, que saudades eu tinha de te ver!

Este cheiro que emana das tuas chaminés supera qualquer calor tropical, o sabor das tuas comidas é único e não tem igual e o carinho das tuas/nossas gentes é insubstituível. 

Fui para longe mas levei-te no peito, sendo que tudo o que tu és, eu sou em cada segundo, pois sou fruto da tua identidade, sou aquilo que tu e esta minha idade me ofereceram. 

Regressei, mais aldeão do que nunca. E ao chegar não me apeteceu mais partir, pois aqui não é preciso qualquer Carnaval para sorrir, aqui tudo é genuíno... e viver é sentir. 

A minha avó já não cozinha no pote, como o fazia até há um par de anos, mas muitas outras avós ainda o fazem, e as avós da minha aldeia são também um pouco de avós de todos nós. 

Porque é que te amo tanto aldeia minha? Não me perguntes tal coisa. Deixa-me antes continuar a amar-te e a lutar pela tua vitalidade. É esta a melhor forma que tenho de te agradecer tudo o que sou.

Foto: AJorge Reis
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Meus amigos,

às vezes quando navego pela internet encontro algumas pérolas perdidas...Foi o que aconteceu com um texto e uma foto que encontrei num grupo do Facebook.

Um texto que transmite muito do que sinto e uma foto que leva a uma revolução nas minhas memórias. Pois então vejamos, a lareira com as panelas de ferro. Logo aqui um clássico! Talvez a maior até seja a panela do porco, como se chamava em minha casa. Aquele balde de cascas devia ir para lá direitinho.

Continuando na lareira, reparem à volta a quantidade de casulos de milho que são usados como lenha (aqui mais uma memória da malha do milho. 

Olhando à volta, vemos um banco corrido ao fundo. Existe ainda um no Val-das-Casas, antes também estava na cozinha do forno. Era onde o meu avô descansava um pouco ou se aquecia. Como era de baixa estatura, chegava mesmo a deitar-se nele e dormir umas sestas ao quente da fogueira...

Vamos lá matar saudades deste tempo...

Até já,
JC

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Recordar é viver...

Meus amigos,

Hoje venho ao blog para vos falar de algo nostálgico, pelo menos na minha cabeça: o auge do tempo das motorizadas!!!

Como a maior parte de vocês sabem, o mundo das 2 rodas fascina-me! Esta paixão começou no tempo que quase todo S. Paio andava de motorizada.

A motorizada era o meio de transporte de eleição depois de ter retirado o lugar ás bicicletas (excepto o ti’Zé Neves que ainda agora aumenta o número de veículos na sua garagem com a aquisição de mais uma Yé-Yé). O pessoal ia de motorizada para todo o lado, quer para o trabalho, quer para as suas tarefas no campo. De manhã a romaria para a Estrela d’Alva era grande, à noite as romarias para os bailes não eram menores.

A motorizada era o sonho de qualquer miúdo. A indústria nacional deste tipo de veículos estavam nos seus anos de ouro e como tal, não faltavam modelos e motores novos, se bem que havia muitos que optavam por modelos feitos-à-peça! Peça daqui, peça dali…

Eu comecei pela motorizada do meu tio António “Carteiro”, uma fantástica Z2 que ainda hoje anda e deve ter para cima de uns 200000 kms. Era fácil, 2 velocidades, uma para baixo e outra para cima… não podia falhar! Durante alguns anos “vivi” no mundo das motorizadas à custa da bondade do meu tio Mário e de algum pessoal de S. Paio que me emprestavam os respectivos veículos. Mais tarde veio a minha Casal Boss 2V… um luxo!

Mas falemos do que era este mundo na década de 80 e 90. Estamos a falar de autênticas concentrações à porta do Café Craveiro e do Café Cruzeiro, quer à hora do meio-dia como ao final de tarde. Estamos a falar do mês de Agosto chegarem a arrancar 20 motorizadas para bailes. Estamos a falar de conversas e conversas sobre pistons, rectificações, qual a melhor mistura (se a do Arnaldo ou do Relvão, não esquecendo os Morgados…), etc… discutia-se picanços, faziam-se apostas, corridas e sei lá mais o quê! Havia para todos os gostos: macal, casal, zundapp, sachs.. Montagens AFS com motores zundapp ou sachs (sempre gostei das Formula 1, a do Zé Coelho com motor sachs e o que aquilo andava, e a do Abrantes, mais tarde do Eurico com o motor zundapp 5v). O meu primo Luís Mendes, com a sua mota singular, já umas bainhas a lembrar uma chopper… fazia sempre um cavalinho a entrar no Cruzeiro. Tínhamos o Américo Ferreira que depois de uma zundapp, comprou uma Sachs Fuego de 5v! Andava nas horas!!! O Jorge Pinto e a sua Casal RZ50… O Alceu com a sachs de 4v herdada do pai! Depois havia uma serie de Casal de 2v. Era a minha, a da minha prima Isabel, o Pedro, Zé Luís, o Bandeira (que tinha selector de velocidades no punho), e sei lá mais quem… naquele tempo não havia frio, chuva o que quer que fosse… sempre a motorizada! E tantas outras… Havia os irmãos “Carolinos”, os “Baltazar”… Por isso é que era fácil fazer quase uma concentração.

Hoje, já poucas se deixam ver. Lá passa o Jacinto com a caixa atrás (o seu porta-couves), o ti’Zé Sevilho com a sua Z2 (por falar nisso, vejam do que essa motorizada é capaz!) e, não esquecer o Paulito “das Moitas”, um puro!

A minha Casal Boss está para começar um processo de restauração pois também ela foi esquecida e por isso o aspecto não é o melhor. Mas vai ficar como nova!!

Uma grande motorizada foi também a Zundapp Z3. Havia a do meu primo João Paulo, o Jaime das Ermidas tinha também uma e acho que depois mais tarde veio a do nosso repórter de campo, Zé Alberto. A Diana já há uns tempos enviou-me um vídeo da net onde se vê uns jovens, como nós também fomos um dia que se juntam em redor destas máquinas e mantêm o culto por este tipo de veículos. VEJAM AQUI!

Deixo-vos com algumas fotos que tirei em Agosto pelas ruas de S. Paio. Peço desculpa por não ter pedido autorização aos donos mas penso que não haverá mal nesta publicação.

Voltarei com… qualquer coisa! Será sobre S. Paio, certamente!

Um abraço,
JC