Meus amigos,
Já lá vai a Páscoa… o tempo passa a correr e não tarda nada estamos no verão! Pelo menos no calendário!
A Páscoa, esse tempo que anuncia a ressurreição de Jesus Cristo! E não só… há quem volte a aparecer depois desta época!
Ora, Páscoa tem de ser na aldeia! Este ano um pouco diferente pois o mês de Março, como a maior parte se deve ter apercebido foi um mês atípico no respeitante a chuva! Ainda não percebi o que se passa lá por Cima, mas não está fácil… Os terrenos estão encharcados em água, a Aguieira a descarregar constantemente, tudo o que é vala e barroca leva água com fartura, poças e mais poças, charcos e afins! Este ano, para já não há seca, bem diferente do ano passado em que o mês de Março foi bastante seco.
A chegada da Primavera deveria marcar o início de um período de fertilidade da natureza e assim ditar o fim dos dias mais frios e duros! Tudo se devia começar a compor de tons verdes das sementeiras e não das ervas que crescem selvaticamente no campo. Os que já fizeram algumas sementeiras, embora verdes estão agora a apodrecer por falta de calor que “puxe” por elas.
O fim-de-semana da Páscoa teve um pouco de tudo! Sexta-feira Santa choveu, sábado nem por isso e depois o Domingo foi de dilúvio! Mesmo assim, na aldeia houve corajosos que não se intimidaram pela chuva e foram dar as Boas Festas porta-a-porta.
Este ano o grupo foi constituído pela Ilda Neves e o marido Albino, o Paulo Fernandes (o Paulito das Moitas para os amigos) que levava a Cruz, a Lucília “do Vale da Capela”, a Emília do “Vale de Açores” e a pequena Ana Carolina. Acho que era um bom ano para se ter voltado a estoirar uns foguetes na aldeia. Não havia perigo de incêndio e acho que está na altura certa! É proibido? E..?...
Acho que só temos que agradecer a esta gente que voluntariamente se disponibilizaram para manter uma tradição ancestral!
Um abraço,
JC