quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Noite de Natal...!

Meus amigos,

Volto depois de mais um Natal! Espero que tenha sido uma noite um pouco diferente do resto do ano, mas que a repitam ao longo de 2013.

Este ano a chuva apareceu à noite mas não foi forte o suficiente para apagar da nossa aldeia uma tradição antiga: o cepo de Natal. Mais um ano que se acenderam os cepos no adro da Igreja Matriz que se mantiveram acessos até à manhã de Natal.

A missa este ano foi celebrada às 22 horas do dia 24, substituindo assim a missa do Dia de Natal. Foi quase uma missa do galo.

Com a celebração a acabar já tarde, os cepos deram muito jeito para todos se aquecerem ou à entrada ou saída da missa. Nem o Senhor Padre falhou…

À meia-noite é preciso anunciar o nascimento do menino Jesus e o sino tocar! E assim foi…

O Dia de Natal amanheceu sereno e fresco…! Restavam alguns troncos e cinzas para fazer história!

A tradição manteve-se! E muito bem!


Ainda volto antes do final de ano!

Abraços,
JC

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!!!!

Meus amigos,

Hoje não poderia deixar de vir ao blog…

Estamos em véspera de Dia de Natal.

Um dia que deverá ser de sorriso estampado no rosto, mesmo que não tenha grandes motivos para o fazer ou se a vida tem sido madrasta… Temos de viver e celebrar este dia!

Na Aldeia, continua a ser diferente… a família chega da cidade (ou lá de fora, como se diz…) e reúne-se em casa dos familiares.

O pão foi cozido e talvez alguém tenha tido a sorte de ainda o apanhar quente. Há sempre qualquer coisa para se começar a petiscar, nem que seja um pouco de presunto. O vinho, as garrafas deram lugar ás jarras que antigamente se iam encher ao pipo. Ainda me lembro do chiar da torneira…

Os doces também enchem as mesas! Arroz doce, umas broas doces, as filhoses (onde não podia faltar um pouco de aguardente durante o amassar). Depois o bacalhau, quem terá a sorte de ainda o cozinhar na panela de ferro? O sabor é outro…

Enfim, é um dia para se esquecer uma palavra tão banalmente usada durante o último ano que simplesmente tem 5 letras e começa por um “C” e acaba num "E"… É um dia que convém as pessoas se lembrarem que não são imortais. De que vale andar às avessas com um vizinho ou com o familiar…? Nada…! Um tempo de partilha! Nem que seja um abraço ou uma palavra!

Por falar nisso, partilho convosco o que a Sílvia Marceneiro partilhou com todos quantos passam em frente à casa dos seus pais: um presépio feito de materiais do dia-a-dia! Com toda a simplicidade, ela ofereceu a todos uma prenda… para muitos ofereceu um sorriso que fez despontar na cara de cada um! E mais!!!!!.... Ainda com burro e vaquinha!


É Natal!!!

Não será só hoje ou amanhã… Como diz o ditado, é quando um Homem quer! Aproveitem o que a vida vos oferece! Isto vale a pena!

Um Feliz Natal para todos!

Um abraço forte e sincero,
JC

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Num curral por S. Paio...


Meus amigos,

Este fim-de-semana dei um salto à aldeia… as estadias são curtas para tudo o que uma pessoa queria fazer, para dar atenção a todos quantos a merecem, para dar nem que fosse um simples abraço a todos que queremos…

Cumpri alguns dos objectivos que levava, embora que eu não seja uma pessoa de muitas organizações… É normal em mim: qualquer semelhança entre aquilo que tenho planeado e o que acontece, é uma mera coincidência se existe algo que bata certo! Se a vida nos surpreende a cada momento, para quê ter uns planos aprofundados sobre a mesma… O vento também sopra cada dia de seu lado!

Bem, mas com tudo isto, tinha um recado no Val-das-Casas para passar em casa da Fernanda Pinto. O meu pai só me disse que ela tinha lá uma coisa que me queria mostrar.

Outro parêntesis no meu texto: já há muito que deixamos de ter uma aldeia completamente dedicada à agricultura e pecuária de subsistência. Será que foi uma evolução? Não sei e tenho uma opinião sobre o assunto que alguns conhecem e pela linhagem que este blog segue por vezes é muito fácil de saber qual é, mas não passa disso mesmo: uma opinião pessoal!

Que tenho saudades de uma arranca das batatas, com a merenda a meio da manhã de filhoses com mel, peixe frito e um tinto no meio da terra, tenho sim senhor! Que tenho saudades de uma malha de trigo e centeio ou de ir para cima da saudosa máquina de malhar o milho do ti’ Zé do Pátio, também é verdade, mas tudo muda e quem não se adapta… ou vence ou morre!

Mas isto tudo para dizer que no Domingo passei por casa da Fernanda! Quando não é o meu espanto que ao fundo do terreno dela encontro um curral onde ela está a criar 22 leitões! Com as respectivas mães, que são só 2! A divisão das crias são 10 + 12!

Os animais todos vivaços por lá andam sempre em busca de algo para comer ou então a correr atrás da mãe a ver se são horas de mamar…  é giro ver os animais de um lado para o outro! Há para todos os gostos: os típicos, uns riscados, outros de tom castanho-escuro e um malhado! Muito mais giro e agradável é ver que ainda há pessoas com genica para este tipo de trabalho! Um abraço para a Fernanda Pinto!



Um abraço,
JC

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Homenagem à São Bandeira


Meus amigos, 

Chegou ao e-mail do blog de S. Paio, um texto escrito pelo Andurão. 
Um texto que revela o dia-a-dia de um homem que perdeu a sua companheira, a São Bandeira. A seu pedido, aqui fica na integra o seu e-mail.

Até já,
JC
__________________

Meu caro amigo, muito grato pelo reconforto, para além do lamento, do sofrimento e de recordação da minha querida São, resta-me a escrita e o pensamento do que poderia ter feito! Ninguém pode ir contra o destino!

Em homenagem à minha querida São que faz hoje, dia 23, dois meses que a perdi, se não se importa publicar este texto.

DORMINDO PENSO SEMPRE EM TI
IMPLORO E LAMENTO NÃO ESTARES JUNTO DE MIM
PROCURO, MAS É IMPOSSÍVEL OUVIR-TE.

TUDO TOMA CONTA DE MIM, MESMO NO SILÊNCIO.
NADA POSSO OUVIR.

MAS QUANDO ABRO A JANELA
PARECE-ME ESCUTAR A VOZ DA MINHA PRINCESINHA
QUE O DESTINO LEVOU.

FIQUEI DESAMPARADO EM CHORO
NUMA BRISA QUE SECA MINHAS LÁGRIMAS
QUE CORREM PELO MEU ROSTO.

A VIDA ASSIM O QUIS,
ENTRE LAMENTO E REVOLTA VIVO O MOMENTO TRISTE
POR NÃO ESTARES JUNTO DE MIM.

ENTREGUE A ESTE SOFRIMENTO,
PENSO QUE ME DEVES LEVAR PARA TEU ACAMPAMENTO,
E ACABAR MEU SOFRIMENTO.

LAMENTO A SOLIDÃO CONDENADA
COMO EU FUI CONDENADO.

COM A TUA PARTIDA OBRIGA A LAMENTAR
COMO O MOVIMENTO DO VENTO
E SE ELE ME CONCEDER UM DESEJO
ME LEVE UM DIA PARA JUNTO DE TI.

MEU AMOR, EU TE AMO;
MINHA DOCE, AMADA E SACRIFICADA SÃOZINHA,
ESTARÁS ETERNAMENTE NO MEU CORAÇÃO.

LUDOVINO ANDURÃO 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

S. Martinho... o futuro da tradição!


Meus amigos,

Há quase mês e meio que não vou a S. Paio e as notícias também não abundam… Nesse sentido, tenho de me agarrar a textos de nostalgia e divagação pura por memórias e outros tempos.

Sendo assim, tenho alguns dentro da gaveta mas talvez o mais apropriado para a época seja falar sobre o S. Martinho.

Tenho algumas fotos recentes de castanheiros por S. Paio e outras que retirei de um site.

Mas a razão de eu ir falar do S. Martinho e de um belo magusto tem outra finalidade: mais uma vez falar de um costume antigo e que pode estar em vias de extinção. Estarei a falar dos castanheiros? Nãã…. A ameaça não virá daí!

Uma das actividades engraçadas lá por casa, ainda do tempo dos meus avós, era nesta época meter umas castanhas a assar em caruma, na lareira da casa do forno. O normal era fechar a porta e ficar da parte de fora a ouvir estoirar. 

A castanha assada na caruma fica com um sabor diferente… No forno do fogão tem um sabor, assada na lareira dentro de um assador tem outro sabor, mas metidas no meio da caruma…ninguém me tira esse sabor da cabeça! As mãos fuscas fazem parte do ritual. A acompanhar, água-pé… Alguém fez este ano? Com jeropiga também são boas. Jeropiga caseira, já lá vai o tempo em que bebia proveniente da Gândara de Cima.

Vamos por partes a partir deste ponto do texto! Falei de caruma, àgua-pé e jeropiga!

A primeira, é fácil prever que daqui a uns anos não haverá nem pinhal, pinhas e caruma… logo a ameaça de extinção! 

Falemos agora da água-pé! Ainda há muita gente que faz mas… de ano para ano a coisa vai ficando cada vez mais reduzida. A água-pé, chegou em tempos muito recuados a ser a bebida da população serviçal. Os patrões faziam o vinho e depois de retirar o mesmo do tanque, juntavam água e davam para os empregados. E mais não é do que isto! Depois do vinho tirado dos tanques para os pipos, o mosto é espalhado e mexido! Adiciona-se água! Volta-se a mexer bem e esmagar algum restante no mosto e deixa-se ferver. Retira-se para um pipo e aí esta a água-pé para se abrir no S. Martinho para acompanhar as castanhas. E dá para beber mais uns copos pois o teor alcoólico é mais reduzido! Hoje em dia já pouca gente faz… logo a ameaça de extinção!

A jeropiga, o trabalho de se fazer é quase o mesmo mas supõe que temos alguma bagaceira em casa! Ou seja, o que se faz é esmagar uvas bem maduras (brancas ou tintas conforme se quer jeropiga tinta ou branca), no dia seguinte tira-se para um pipo e junta-se a bagaceira. Normalmente numa proporção de 1:3 (ou seja, 3 partes de mosto esmagado para 1 parte de bagaceira). Deixa-se ficar tudo bem fechado e passado 3 ou 4 meses está pronto para consumo. Aqui não se deixem enganar pois esta bebida já não é água-pé! O teor alcoólico é muito superior… e como é uma bebida doce, engana! Fica doce pois quando se junta a aguardente ao mosto, esta vai parar a fermentação alcoólica que se estava a iniciar. Mais uma vez, já pouca gente faz… logo a ameaça de extinção!

A juntar a estas ameaças também está a nossa legislação! Pura e simplesmente, proíbe o fabrico e a comercialização destas bebidas… Devia ser como as touradas e a lei prever excepções para os casos em que as tradições populares estivessem em causa! 

Mas isto é a minha opinião! Mais fácil é arrancar tudo e pedir subsídio!

Resumindo, caruma, água-pé e jeropiga, qualquer dia não há nada!

Beijos e abraços e até já,
JC
---

*as fotos das castanhas são de S. Paio, mas as outras 2 pertencem a outros blogues na internet.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Recordar é viver...



Meus amigos,


Vamos partir à descoberta! Há uns tempos o Zé Alberto enviou-me umas fotos de mais uma fonte antiga que existe em S. Paio.

Eu já tenho as fotos desde muito antes do Verão mas só agora as publico depois de fazer o reconhecimento ao local pessoalmente.

Fácil de lá chegar mas é um sítio que passa completamente despercebido de quem vai na estrada adjacente….


Então, vamos a caminho da Ribeira… Rotunda e zás…! Por ali abaixo… Logo a seguir à casa do António Costa, um pouco mais à frente onde chegaram a fazer um depósito de madeira, há uma estrada quase paralela à de alcatrão que também vai dar lá abaixo à água. Quando se começa a descer, há um terreno do lado esquerdo que pertence à família do ti’ Zé Alfaiate… Na barreira da parte de baixo da estrada, encontramos a Fonte!


Seria mais um local de abastecimento da população antigamente antes da chegada da água canalizada… ou até depois desta!

Há muitas outras! É preciso é descobri-las onde! 

Um abraço,
JC

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A entrevista depois do lançamento do livro...


Meus amigos,

Como sabem, o nosso amigo Catela lançou / apresentou o seu primeiro livro no passado dia 13  de Outubro. Já por aí há muitas fotos, muitos já leram artigos sobre o assunto e eu pensei fazer algo diferente: uma entrevista! Acho que ninguém o entrevistou, por isso é um exclusivo!

Aqui fica o seu depoimento… 

- Catela, este é um sonho que se tornou realidade…do blog ao livro? Ou simplesmente algo que aconteceu e tiveste vontade depois do presente da tua família da Lousã?
Sim este é um sonho que se tornou realidade. Foi sendo construído lentamente e acabou por acontecer. Não foi uma decisão fácil pelo que tive que ter o apoio de algumas pessoas que me ajudaram imenso e que ainda hoje continuam a partilhar comigo alguns momentos, onde me encorajam para outras aventuras. Acontecer, acho que só acontece porque nós fazemos por isso, porque lutamos, agora há que continuar a sonhar  e lutar por novas ideias.

- Fala-me um pouco deste livro: o quê, porquê, os temas dos textos….
O quê? Porque sempre adorei escrever e pelos vistos já era qualquer coisa que vinha de família, dado que na família já houve várias tentativas que acabaram por não passar disso mesmo. No entanto o porquê, é porque todos sentimos necessidade de, por vezes abrir o nosso coração e esta é uma forma. Começou na construção de um blog que a princípio era um pouco intimista mas que depressa achei que devia ter o leque mais aberto e assim apareceram os textos que por vezes relatam vivência minhas, outras vezes são textos encomendados por seguidores do blog, outros ainda, textos em que crio personagens e onde procuro alimentar sonhos de amor, que podem ser meus ou de qualquer outra pessoa. Os temas são o que calha no momento, mas todos se debruçam sobre o amor, solidão, perder ou ganhar, viver, sonhar, amar, querer, ou sofrer por amor.

- Onde vais buscar o assunto? Ao acaso ou são coisas guardadas dentro de ti…?
Nem sempre ao acaso. Muitas vezes são temas de conversa que tenho com outras pessoas, outras são quase como que uma necessidade de desabafar ideias, sonhos, outras também andarão por aqui guardadas e de repente querem aparecer à luz do dia e desabrocham tal qual uma flor. Outras são mesmo sentimentos que não consigo guardar.

- É uma grande prenda para os teus seguidores? Tens noção que há pessoas do outro lado do globo que te acompanham…?
Sim, acho que o livro é uma prenda para quem sempre seguiu o Blog mas acima de tudo é uma prenda que quis dar a mim próprio. Não, quanto às pessoas que me possam ler do outro lado do Globo não consigo sentir isso. Este mundo global sem manifestações das pessoas faz-nos pensar que tudo isto possa parecer quase virtual  e que mesmo que nos leiam, retirarão o que bem entenderem dos textos mas nada nos darão em troca.


- E para finalizar: o Catela escritor vai de férias ou vamos continuar a ter o prazer de ler a tua escrita? Algum projecto em outra área…?
Não, o Catela nesta sua nova faceta, não vai de férias e já tem entre mãos um novo livro mais ou menos no género deste e um outro que irá ser uma história onde a ficção e a realidade se irão misturar em histórias de aldeia com personagens inventados por mim. As histórias estarão interligadas construir e irão uma única história. É um livro que ainda precisa de ser bem trabalhado e não será dos próximos a sair. Antes disso tudo, irá sair um livro que contará uma história, a minha história ou a de qualquer um outro que tenha vivido os últimos da sua vida na perigosidade dos incêndios que alastraram um pouco por todo o país, tendo a base da história em 2005. Vamos ver o que o futuro me reserva. Não te esqueças que posso morrer antes de tudo isto. Um dia de cada vez. Abraço.

E eu é que agradeço a tua atenção!
Pedro, obrigado pelas fotos.

Abraço!
Até breve!
JC

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Faleceu o José Neves...


Deram os sinais de homem falecido na aldeia! Na torre da Igreja dobraram os sinos e toda a gente na terra, a pouco e pouco, ficou a saber que o sofrimento do Zé Neves tinha terminado. Um coração tão forte, num corpo martirizado pelo sofrimento e pelo trabalho de uma vida inteira, acabou mesmo assim por não aguentar. 

Lembro-me dele de cara cansada, mas sempre com um sorriso ou uma brincadeira e, é com essa imagem que quero ficar dele. Claro que nunca esquecerei as histórias que me contava e as próprias histórias que me aconteceram com ele. Foi um homem de luta, sofredor, amigo da sua família e do seu amigo, com uma imensa vida vivida ao sabor daqueles tempos, em que com pouco mais de meia dúzia de anos já andava à frente dos bois.

Foi o último homem a desfazer-se da sua junta de bois, sendo por isso a última que existiu nesta terra. Trabalhou quase até ao fim, até que o destino o apanhou também a ele nesta luta sempre desigual, em que a força do mal vence sempre a do bem. A doença levou-o e nós perdemos um grande homem, daqueles de fibra, à moda antiga, daqueles que não choram nem com as tripas na mão.

Recordo com saudade a bicicleta de que só se separou há bem pouco tempo e não esqueço que para parar na Costadeira, tinha que começar a travar nas Ermidas, tal era o desempenho da “pasteleira”. Não esqueço, ele ir ao meu lado a carregar a pulso um caixão e de repente meter a boina a cabeça para tentar ficar mais alto, para eu na frente não levar o caixão sozinho.

Agora Zé Neves, espero que descanses em paz, que tenhas um cantinho guardado no céu, porque tu mereceste esse lugar. As saudades que deixas apagam-se com as lágrimas que brotarão em silêncio dos nossos corações. O tempo vai fazer com que o luto se vista outra vez de outra cor e nessa altura, tenho a certeza de que o teu nome será sempre falado, quando se contarem as tuas histórias que irão passar de geração em geração.

À família apresento os meus sentimentos e deixo aqui um abraço de solidariedade. No funeral que se realiza por volta das 16 horas do dia 19 de Outubro da Igreja Matriz para o cemitério da Freguesia, não estarei presente, mas ele sabe que estou a cumprir o que prometi. Tenho pena pelo Santana que infelizmente não vai poder estar presente também.

* texto por António Catela
__________________________________

O blog de São Paio de Mondego envia os mais sentidos pêsames a toda a família...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Acontece neste sábado…


… a apresentação oficial do livro do António Catela! 

Pelas 16:00h do próximo dia 13, no Centro Cultural de Penacova, o Catela fará a apresentação oficial do seu livro.

Mas que livro? Um projecto antigo, daqueles sonhos que um homem guarda na gaveta e que espera sempre pelo dia seguinte para lhes dar continuidade… tenho alguns também!

Este livro é uma compilação dos textos que o Catela vai postando no seu blog “tudo num momento”. São textos que falam essencialmente das suas paixões, sentimentos e de um modo de vida que sempre o caracterizou. Ou seja, do blog ao livro!

 Tudo num momento (assim também se chama o livro) é como ele sempre viveu! Intenso, violentamente (no bom sentido), atrasado, desgastado…

O blog nasceu no seguimento do blog de S. Paio (não estou errado, pois não..?). Com umas luzes do mundo web, com umas ajudas e o Catela lá se lançou a colocar na internet, ao alcance de uns cliques o que ele sempre guardou lá por casa, em papéis ou simplesmente dentro de si…

No ano passado, no dia do seu 50º aniversário, o afilhado da Lousã, o Tiago Catela, em nome da família ofereceu-lhe o livro do blog! O Catela deve ter entrado em estado de arritmia, o 3º enfarte deve ter estado perto… quem lá estava viu a emoção na pele dele. Ou seja, foi o empurrão para tirar o seu projecto da gaveta. Já tinha um exemplar, agora era trabalhar sobre ele e dar seguimento.

Rodeou-se de gente de e com valor, que lhe fizeram a revisão da escrita, da capa, prefácios, etc… Amigos!

Depois, foi trabalhar com a gráfica e fazer nascer o seu projecto…

Sábado estará ao alcance de todos!

Completa o ciclo de um Homem…. Plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro!

Haverá mais algum livro a seguir a este? Algo me diz que sim… mas num género diferente e com uma vertente cultural elevadíssima!

Um abraço para ti, Catela!
JC

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Falecimento da São Bandeira…

Meus amigos,

No final do mês de Setembro fomos surpreendidos pela notícia do falecimento da São Bandeira.

Faleceu em França, onde habitava há muitos anos, sendo sepultada também por terras francesas.

Partilhava a sua vida com o Ludovino Andurão há 18 anos.

Em menos de 2 anos, a família Bandeira perdeu duas pessoas que por todos eram estimadas.

Ainda este verão, na Festa de S. Paio (e no fim-de-semana passado também) falava com o Vitor sobre o facto de serem uma família onde existiam 5 gerações vivas… o elo foi agora interrompido a meio.

Ao Andurão, Isabel, tia Hermínia, Vitor, Zé e restante família, o blog de São Paio de Mondego envia os mais sentidos pêsames.

Um abraço,
JC