segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por caminhos (novos) de S. Paio...

Meus amigos,

Por caminhos de S. Paio é uma das muitas sagas que vou colocando neste blog. A nossa terra nisso é fértil! Há sempre caminhos florestais para serem explorados… quanto mais não seja quando nos enganamos num caminho e depois partimos à aventura: onde será que isto vai dar…?

Naquele momento, “é o arriscar tudo” e fé em Deus… O que mais pode acontecer é, caso se vá com algum veículo, ser necessário puxar à mão ou chamar um tractor para puxar… De resto, sempre uma aventura! Eu por causa destas coisas, normalmente vou a pé! O máximo que pode acontecer é uma queda! Por isso é que já não arrisco depois de almoço!

Ora então, para quem conhece o Val-de-Açores, esse lugar tão querido para a minha família, no fundo deste lugar, temos a Bogueira, ou melhor, a Ribeira da Bogueira. Está a ser aberta uma estrada, ao longo da cota da água desde da Bogueira até à Bralhada. Ou seja, vai do Vale-de-Açores, Vale-dos-Chumassos, Vale-dos-Arelhos, Val-das-Mantas e Bralhada. Desculpem lá os nomes se algum está com algum erro ortográfico, mas suponho que é assim que se denominam estes locais.

Por agora será assim, talvez um dia se entre na estrada do Túnel e se vá sair ao Barreiro sempre à borda d'água... por estrada, claro! A nado já é possível!

E estrada para quê? É sempre bom! Há vantagens para os proprietários, que assim vêem os seus terrenos valorizados por um acesso mais fácil, há vantagem para prevenção e combate a incêndios, há vantagens para os pescadores desportivos que assim ganham “uma espécie de pista”, etc, etc. Investimentos que são sempre bem-vindos.

Um abraço,
JC
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

4º PASSEIO TURÍSTICO TT - CASA BENFICA PENACOVA



4º passeio turístico TT "Trilhos barragem da Aguieira entre moendas e moinhos" no próximo dia 21 de Fevereiro.


A CBP e seus parceiros juntamente com as freguesias de São Pedro de Alva, São Paio do Mondego, Travanca do Mondego estão a fazer todos os esforços para que seja ainda mais espectacular do que as últimos edições em todos os aspectos.

Déjà vu...

Meus amigos,

Depois de 2 semanas sem dar notícias (ou quase...), cá estou eu de volta!

Razões profissionais levaram-me a estar um pouco afastado do blog. O cansaço das últimas semanas não me tem permitido passar algum tempo em frente ao computador. Por isso, preferi descansar do que estar a cair num ciclo do qual seria muito mais complicado retomar o dia-a-dia. Mas não é para me lamentar que aqui estou….

Voltei a S. Paio este fim-de-semana de Carnaval. Embora não estivesse lá os dias todos, deu para ver o pessoal, comer, beber e dar uma ajuda nas tarefas da agrícola!

A parte mais interessante é que se cumpriu mais uma edição da Confraria do Pernil Assado. Já vai na sua 7ª edição e para quem não sabe do que se trata também não é hoje que vos vou matar a curiosidade. Deixarei para mais tarde.

Há que falar do presente e corrente (esta foi só mesmo para rimar!!), daquilo que se passa em S. Paio e arredores. O regresso à aldeia é sempre um momento de alegria.

Sinceramente desta vez fiquei algo confuso. Tive uma visão momentânea e na minha cabeça criou-se um “déjà vu”! Que o saneamento tinha voltado a S. Paio, que tinham sido abertas novamente valas e estavam agora cobertas com terra. Mas não… Estava enganado! Simplesmente a estrada está carregada de terra que se vai soltando de tractores e/ou camiões vindos do lado da Gândara. A quantidade de terra vai diminuindo desde do Val-das-Casas, onde é mais que muita até mais ou menos ao cimo da Rua do Silveirinho, à loja do Agostinho. Ao cabo das ruas, um carro a passar a velocidade baixa, levanta uma núvem de poeira no ar que parece que estamos a passar ao poço da Portela em plena Gândara. Obviamente que isto foi no sábado e domingo, pois na 2ª feira, com a chuva tudo isto foi transformado num lamaçal!

Parece-me que em tempos foi criada uma estrada pela Abelheira para veículos pesados serem desviados e assim não passarem dentro do povo. Há quem o utilize e há quem não o faça. O caminho é certo que não está nas melhores condições, mas sei de quem por lá passa sem problema.

S. Pedro tenta agora acalmar esta poeirada e lama.

Volto em breve, meus amigos!

Um abraço,
JC
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Divulgações.... a continuação!


Divulgações....



E-MAIL QUE CHEGOU AO BLOG
Abraço,
JC
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É com orgulho que venho, junto da vossa organização, apresentar um recente contributo, que um grupo de jovens criaram para este município, o Grupo de Escoteiros em Formação de Miro – Penacova, da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), assente no movimento escotista para jovens, onde cada qual adere livremente, aberto a todos sem qualquer tipo de discriminação, racismo ou qualquer outro tipo de exclusão.

Para conhecer um pouco mais a AEP e o Movimento, o escotismo tem como finalidade a formação dos jovens para que num futuro, quando adultos, sejam cidadãos exemplares perfeitamente integrados e atentos para as adversidades que lhes possam surgir na vida quotidiana. Assim o escotismo privilegia a formação do carácter, a lealdade, espírito de ajuda, serviço ao próximo e confiança em si próprio, como indivíduo útil. Essa formação será sempre feita através da promoção dos talentos naturais do jovem, mas também o seu desenvolvimento físico, intelectual, social e espiritual, baseado num método de auto-educação progressiva, onde o jovem é incentivado a aprender pelos seus próprios meios, onde lhe é reconhecido o mérito através de prémios e insígnias que o incitem a ir cada vez mais longe.

Como qualquer nova organização, estamos ainda em fase de crescimento e a necessitar de toda a ajuda possível para publicitar o nosso Grupo e pedir a vossa parceria para efectuar acções e actividades diversificadas, sempre de acordo com o interesse do escotismo e do meio envolvente, direccionadas para o apoio e serviço à comunidade. Desta forma, junto a este emailde apresentação, o nosso cartaz promotor e o modelo de ficha de inscrição, para pedir que seja transmitido junto da comunidade, se possível também na vossa página de internet, e mostrar desde já a nossa disponibilidade para futuras acções conjuntas.


Sem mais de momento, me despeço, atenciosamente.


O Escoteiro-Chefe do Grupo
João Nuno Nogueira

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alguém reconhece estes lugares?

Meus amigos,
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já por algumas vezes fomos surpreendidos com pequenas apresentações / projecções que são apresentadas durante a Festa, almoços, jantares, convívios, etc… Nem sempre temos ocasião para as visualizar na sua totalidade…

Por isso, aqui fica uma dessas apresentações que nos foi enviada pela Diana!



Um abraço,
JC

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O tempo por cá… e por lá!

Meus caros amigos,
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Estamos no Inverno e a chuva e frio não parecem mal… O planeta caminha a passadas largas para o fim das estações intermédias.
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Nós cá, ou está tempo de sol e calor, como quando muda é logo para chuva e frio… Onde anda a Primavera e o Outono? Envergonhados, com toda a certeza.

Quero-vos mostrar o que vai chegando ao mail do blog.
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S. Paio é uma aldeia com tradições! Olha, no fim-de-semana passado, especialmente no sábado choveu à moda antiga!!! Ficam por isso com umas fotos dessa situação. A foto do início, o esbranquiçado que se vê é a chuva densa e cerrada.

Por essa Europa fora, onde temos leitores assíduos, também foram enviadas fotos. As primeiras fotos são de França e foram enviadas pela Maria Aurora Martins, de Lufreu, uma seguidora atenta aqui da nossa escrita. O espectáculo é completamente diferente do que uma valente chuvada, mas acredito que deve ser mais fresquinho.

O grupo de fotos seguinte, onde se vê paisagens citadinas, foi o estimado António Costa que, à porta de sua casa em Bruxelas também tem este cenário lindo.

Nós por cá, vamos ficando pela chuvita, só com umas ameaças de neve… e não tarda muito está aí o sol… pois isto é tudo a correr!

Um abraço,
JC







terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Trabalhos do campo...

Meus amigos,

Como o prometido é devido, cá estamos a iniciar uma nova saga: trabalhos do campo! Será mais lógico! Criou-se mais um tópico e está a andar de mota…!

Se todos os trabalhos do campo, sempre houve um pelo qual nunca morri de amores. Os restantes, com mais resmunguice ou menos, lá metia a mão na massa, mas há um que ainda hoje.. só se não puder!

Estou-vos a falar da apanha da azeitona! Obviamente que o tempo de apanhar a azeitona não é agora, é lá para Novembro! Ora, quando as ditas começam a ficar pretas, há que apanhá-las.

A maneira mais fácil seria usar um equipamento próprio que faz estremecer a oliveira e que assim faz cair a maior parte do fruto. Já vi fazerem mas sinceramente acho que aquilo não deve fazer bem nenhum à árvore. Por isso, fazemos o trabalho à moda antiga.

Primeiro, uns dias antes convém limpar o terreno à volta das oliveiras das ervas e afins que por ali teimam em crescer. Esta tarefa facilitará mais tarde a apanha de alguma azeitona que possa cair no chão, fora dos panais. Chegado o grande dia, começa-se por se estender os panais em redor da oliveira e depois tem-se de começar a “deitar abaixo” a azeitona. Lá em casa, tenta-se tirar toda a azeitona à mão. As oliveiras, tirando uma ou outra, também não são muito altas, devido à limpeza de ramos velhos e mesmo corte que levam na altura certa. Com a ajuda de escadas, (hoje de alumínio, mas ainda lá tenho duas feitas de madeira de pinheiros cortados na Gandara), lá se vai chegando a todos os ramos e assim retira-se a azeitona. Há umas pontas mais altas ou onde a escada não tem firmeza, então essas deitam-se ao chão com o auxílio de uma vara, a varejar de fora para dentro da oliveira ou então vai-se buscar a azeitona à Estrela d'Alva ou a S. Pedro d'Alva.

Este trabalho não é fácil pois o cansaço nos braços e as dores nas costas não tardam a aparecer. Outro perigo, como o trabalho é feito em cima das oliveiras, por vezes as quedas acontecem. Em nossa casa, o meu pai há uns anos veio em queda livre de uns 5 metros de altura. Felizmente caiu de pé, sem consequências de maior. Nem sempre é assim… As oliveiras, algumas delas com muita idade, partem facilmente nos ramos mais fracos. E depois como este trabalho é realizados por volta do mês de Novembro, é habitual as oliveiras estarem com humidade do orvalho que cai durante a noite ou mesmo da chuva, o que torna toda a ramagem escorregadia!

Deitada a azeitona abaixo, é hora de enrolar os panais e recolher o fruto. E assim se vai andando de oliveira em oliveira. No final do dia há que erguer a azeitona, que não é mais do que fazer uma limpeza. Há que separar alguma folha ou mesmo pequenas ramagens que estejam misturadas. Hoje há uns moinhos manuais para fazer esta separação, mas antigamente ainda me lembro dos meus avós a erguer a azeitona à mão. Apanhavam um pouco de azeitona e aproveitando a ajuda do vento, atiravam a azeitona ao ar. O vento levava as folhas e assim a azeitona ficava “limpa”. Quando a azeitona é boa, isto é, grande e gorda, e que já está toda amadurecida, o ideal é levá-la logo ao lagar. Quando é preciso aguardar uns dias, os métodos mais usados é colocá-la em recipientes com água ou então, espalhá-la e colocar um pouco de sal. Na última safra, a azeitona foi muita e boa!

A fase do lagar, ficará para um próximo post. Há que fazer render o peixe e assim vocês também não se chateiam de ler tanto!

Um abraço,
JC
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Flagrantes da vida real...

Meus amigos,

Nestes dias de chuva e frio, não há nada como recordar o verão e o bem que sabe dormir a sesta debaixo de uma boa sombra!

Abraço,
JC

domingo, 10 de janeiro de 2010

A tradição ainda é, mais ou menos, o que era...

Meus amigos,

Antes de me adiantar mais em assuntos, BOM ANO NOVO! Cá estamos em mais uma nova década, ou no terminar de mais uma! Espero que tenha corrido tudo bem a todos, a minha passagem de ano também foi em beleza! Louvado sejas, Gurosan!

Estou-vos a escrever no dia em que a neve voltou a S. Paio. A geada tem sido uma presença assídua das madrugadas e manhãs, as temperaturas baixas também e hoje, a juntar-se a estes 2 factores, apareceu a chuva, mas chegava a S. Paio em forma de neve (pouca e derretia logo, mas era neve!). Portanto, não se deve estar nada mal ao pé do borralho!!!

Hoje, trago-vos um assunto com uma grande alegria! Foi uma ideia que me foi transmitida por telefone a qual me meteu em pulgas. O “Bendito e Louvado seja” que é cantado no Dia de Natal e de Ano Novo durante a cerimónia de beijar o Menino.

Acho que foi um momento que sempre me marcou e hoje que penso nisso até fico em “pele de galinha”: o dia a que me juntei ao grupo de homens de S. Paio e com voz grossa lá cantei o “Bendito e Louvado seja”... Não sei que idade tinha mas era miúdo. E ali, à porta da sacristia fiquei durante largos minutos a cantar. No final do cântigo, como era em latim, poucos eram aqueles que sabiam cantar. Lembro-me que o tio Zé Sevilho era um deles, o Alcides também e pouco mais.

Hoje em dia as coisas mudaram um pouco, mas não deixa de ter o seu encanto. É um cântigo que antigamente os homens cantavam uma parte e as mulheres outra. Hoje em dia, o coro que anima e alegra a missa em S. Paio, canta as duas partes. Mais vale assim do que deixar cair a tradição. Um bem-haja a este coro que animam todos os domingos a missa.
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De resto, arrancamos para mais um ano de blog, que este blog continue a ser uma via de comunicação e de proximidade daqueles que fazem a sua vida fora de S. Paio. E que Deus me ajude em tal tarefa e vocês todos também!

Um abraço,
JC