quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Divulgações.... a continuação!


Divulgações....



E-MAIL QUE CHEGOU AO BLOG
Abraço,
JC
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É com orgulho que venho, junto da vossa organização, apresentar um recente contributo, que um grupo de jovens criaram para este município, o Grupo de Escoteiros em Formação de Miro – Penacova, da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), assente no movimento escotista para jovens, onde cada qual adere livremente, aberto a todos sem qualquer tipo de discriminação, racismo ou qualquer outro tipo de exclusão.

Para conhecer um pouco mais a AEP e o Movimento, o escotismo tem como finalidade a formação dos jovens para que num futuro, quando adultos, sejam cidadãos exemplares perfeitamente integrados e atentos para as adversidades que lhes possam surgir na vida quotidiana. Assim o escotismo privilegia a formação do carácter, a lealdade, espírito de ajuda, serviço ao próximo e confiança em si próprio, como indivíduo útil. Essa formação será sempre feita através da promoção dos talentos naturais do jovem, mas também o seu desenvolvimento físico, intelectual, social e espiritual, baseado num método de auto-educação progressiva, onde o jovem é incentivado a aprender pelos seus próprios meios, onde lhe é reconhecido o mérito através de prémios e insígnias que o incitem a ir cada vez mais longe.

Como qualquer nova organização, estamos ainda em fase de crescimento e a necessitar de toda a ajuda possível para publicitar o nosso Grupo e pedir a vossa parceria para efectuar acções e actividades diversificadas, sempre de acordo com o interesse do escotismo e do meio envolvente, direccionadas para o apoio e serviço à comunidade. Desta forma, junto a este emailde apresentação, o nosso cartaz promotor e o modelo de ficha de inscrição, para pedir que seja transmitido junto da comunidade, se possível também na vossa página de internet, e mostrar desde já a nossa disponibilidade para futuras acções conjuntas.


Sem mais de momento, me despeço, atenciosamente.


O Escoteiro-Chefe do Grupo
João Nuno Nogueira

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alguém reconhece estes lugares?

Meus amigos,
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já por algumas vezes fomos surpreendidos com pequenas apresentações / projecções que são apresentadas durante a Festa, almoços, jantares, convívios, etc… Nem sempre temos ocasião para as visualizar na sua totalidade…

Por isso, aqui fica uma dessas apresentações que nos foi enviada pela Diana!



Um abraço,
JC

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O tempo por cá… e por lá!

Meus caros amigos,
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Estamos no Inverno e a chuva e frio não parecem mal… O planeta caminha a passadas largas para o fim das estações intermédias.
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Nós cá, ou está tempo de sol e calor, como quando muda é logo para chuva e frio… Onde anda a Primavera e o Outono? Envergonhados, com toda a certeza.

Quero-vos mostrar o que vai chegando ao mail do blog.
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S. Paio é uma aldeia com tradições! Olha, no fim-de-semana passado, especialmente no sábado choveu à moda antiga!!! Ficam por isso com umas fotos dessa situação. A foto do início, o esbranquiçado que se vê é a chuva densa e cerrada.

Por essa Europa fora, onde temos leitores assíduos, também foram enviadas fotos. As primeiras fotos são de França e foram enviadas pela Maria Aurora Martins, de Lufreu, uma seguidora atenta aqui da nossa escrita. O espectáculo é completamente diferente do que uma valente chuvada, mas acredito que deve ser mais fresquinho.

O grupo de fotos seguinte, onde se vê paisagens citadinas, foi o estimado António Costa que, à porta de sua casa em Bruxelas também tem este cenário lindo.

Nós por cá, vamos ficando pela chuvita, só com umas ameaças de neve… e não tarda muito está aí o sol… pois isto é tudo a correr!

Um abraço,
JC







terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Trabalhos do campo...

Meus amigos,

Como o prometido é devido, cá estamos a iniciar uma nova saga: trabalhos do campo! Será mais lógico! Criou-se mais um tópico e está a andar de mota…!

Se todos os trabalhos do campo, sempre houve um pelo qual nunca morri de amores. Os restantes, com mais resmunguice ou menos, lá metia a mão na massa, mas há um que ainda hoje.. só se não puder!

Estou-vos a falar da apanha da azeitona! Obviamente que o tempo de apanhar a azeitona não é agora, é lá para Novembro! Ora, quando as ditas começam a ficar pretas, há que apanhá-las.

A maneira mais fácil seria usar um equipamento próprio que faz estremecer a oliveira e que assim faz cair a maior parte do fruto. Já vi fazerem mas sinceramente acho que aquilo não deve fazer bem nenhum à árvore. Por isso, fazemos o trabalho à moda antiga.

Primeiro, uns dias antes convém limpar o terreno à volta das oliveiras das ervas e afins que por ali teimam em crescer. Esta tarefa facilitará mais tarde a apanha de alguma azeitona que possa cair no chão, fora dos panais. Chegado o grande dia, começa-se por se estender os panais em redor da oliveira e depois tem-se de começar a “deitar abaixo” a azeitona. Lá em casa, tenta-se tirar toda a azeitona à mão. As oliveiras, tirando uma ou outra, também não são muito altas, devido à limpeza de ramos velhos e mesmo corte que levam na altura certa. Com a ajuda de escadas, (hoje de alumínio, mas ainda lá tenho duas feitas de madeira de pinheiros cortados na Gandara), lá se vai chegando a todos os ramos e assim retira-se a azeitona. Há umas pontas mais altas ou onde a escada não tem firmeza, então essas deitam-se ao chão com o auxílio de uma vara, a varejar de fora para dentro da oliveira ou então vai-se buscar a azeitona à Estrela d'Alva ou a S. Pedro d'Alva.

Este trabalho não é fácil pois o cansaço nos braços e as dores nas costas não tardam a aparecer. Outro perigo, como o trabalho é feito em cima das oliveiras, por vezes as quedas acontecem. Em nossa casa, o meu pai há uns anos veio em queda livre de uns 5 metros de altura. Felizmente caiu de pé, sem consequências de maior. Nem sempre é assim… As oliveiras, algumas delas com muita idade, partem facilmente nos ramos mais fracos. E depois como este trabalho é realizados por volta do mês de Novembro, é habitual as oliveiras estarem com humidade do orvalho que cai durante a noite ou mesmo da chuva, o que torna toda a ramagem escorregadia!

Deitada a azeitona abaixo, é hora de enrolar os panais e recolher o fruto. E assim se vai andando de oliveira em oliveira. No final do dia há que erguer a azeitona, que não é mais do que fazer uma limpeza. Há que separar alguma folha ou mesmo pequenas ramagens que estejam misturadas. Hoje há uns moinhos manuais para fazer esta separação, mas antigamente ainda me lembro dos meus avós a erguer a azeitona à mão. Apanhavam um pouco de azeitona e aproveitando a ajuda do vento, atiravam a azeitona ao ar. O vento levava as folhas e assim a azeitona ficava “limpa”. Quando a azeitona é boa, isto é, grande e gorda, e que já está toda amadurecida, o ideal é levá-la logo ao lagar. Quando é preciso aguardar uns dias, os métodos mais usados é colocá-la em recipientes com água ou então, espalhá-la e colocar um pouco de sal. Na última safra, a azeitona foi muita e boa!

A fase do lagar, ficará para um próximo post. Há que fazer render o peixe e assim vocês também não se chateiam de ler tanto!

Um abraço,
JC
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Flagrantes da vida real...

Meus amigos,

Nestes dias de chuva e frio, não há nada como recordar o verão e o bem que sabe dormir a sesta debaixo de uma boa sombra!

Abraço,
JC

domingo, 10 de janeiro de 2010

A tradição ainda é, mais ou menos, o que era...

Meus amigos,

Antes de me adiantar mais em assuntos, BOM ANO NOVO! Cá estamos em mais uma nova década, ou no terminar de mais uma! Espero que tenha corrido tudo bem a todos, a minha passagem de ano também foi em beleza! Louvado sejas, Gurosan!

Estou-vos a escrever no dia em que a neve voltou a S. Paio. A geada tem sido uma presença assídua das madrugadas e manhãs, as temperaturas baixas também e hoje, a juntar-se a estes 2 factores, apareceu a chuva, mas chegava a S. Paio em forma de neve (pouca e derretia logo, mas era neve!). Portanto, não se deve estar nada mal ao pé do borralho!!!

Hoje, trago-vos um assunto com uma grande alegria! Foi uma ideia que me foi transmitida por telefone a qual me meteu em pulgas. O “Bendito e Louvado seja” que é cantado no Dia de Natal e de Ano Novo durante a cerimónia de beijar o Menino.

Acho que foi um momento que sempre me marcou e hoje que penso nisso até fico em “pele de galinha”: o dia a que me juntei ao grupo de homens de S. Paio e com voz grossa lá cantei o “Bendito e Louvado seja”... Não sei que idade tinha mas era miúdo. E ali, à porta da sacristia fiquei durante largos minutos a cantar. No final do cântigo, como era em latim, poucos eram aqueles que sabiam cantar. Lembro-me que o tio Zé Sevilho era um deles, o Alcides também e pouco mais.

Hoje em dia as coisas mudaram um pouco, mas não deixa de ter o seu encanto. É um cântigo que antigamente os homens cantavam uma parte e as mulheres outra. Hoje em dia, o coro que anima e alegra a missa em S. Paio, canta as duas partes. Mais vale assim do que deixar cair a tradição. Um bem-haja a este coro que animam todos os domingos a missa.
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De resto, arrancamos para mais um ano de blog, que este blog continue a ser uma via de comunicação e de proximidade daqueles que fazem a sua vida fora de S. Paio. E que Deus me ajude em tal tarefa e vocês todos também!

Um abraço,
JC

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bom Ano Novo!!!

Hoje não me vou alargar muito! Estamos no último dia do longo ano de 2009… Longo!!?Os anos cada vez parecem mais curtos, rápidos, desgastantes, agitados! Um ano marcado por uma palavra: crise! Para nós, acho que mais empurrão daqui ou dali, as coisas foram andando e seguiram o seu rumo normal!

Fico muito contente por concluir mais um ano civil com este projecto do blog! Faço muitas coisas na vida, mas as mais gratificantes são aquelas em que nos sentimos úteis… sentimos que fazemos algo que, algures, alguém se sente reconfortado e talvez até sorria. E um sorriso vale muito… numa criança, num adolescente, num adulto!

Transcrevendo parte de um texto do blog de uma amiga minha, podemos dizer que “(…) olhando com atenção para o estado da Nação - aumento preocupante da taxa de desemprego; barbaridade de empresas que todos os dias fecham portas, algumas de forma inesperada e fraudulenta, deixando famílias inteiras sem sustento nem assistência; falta de investimento directo que compense a desaceleração da economia; falência iminente da segurança social; forma escandalosa como os casos de polícia, (…), se arrastam, se enrolam e se dissipam pelos tribunais; relação promíscua entre a imprensa e a política; sucessivos casos de corrupção ao género máfia na Sicília; para já não falar da pedofilia, que já está arquivada no nosso imaginário, e outros escândalos que tais... (…)”, podemos dar-nos por muito felizes de ter um cantinho como S. Paio.

Não me vou alongar mais, até porque estou no trabalho, por isso resta-me desejar um FELIZ ANO NOVO, muita saúde que o resto lá se arranja!

Um grande bem-haja, um agradecimento muito especial a todos quantos colaboram comigo neste projecto, e um muito, muito obrigado a todos que nos lêem, em qualquer parte do planeta (mania das grandezas!).

Até para o ano! Cá nos encontraremos!

Um abraço,
JC

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Natal, essa época de sentimentos...

Meus amigos,

Com o Natal passado e em tempo de pousio dos excessos sempre cometidos nesta época pois o Ano Novo vem aí, eu hoje vou falhar como as notas de 500 euros falharam na minha árvore de Natal deste ano… num post anterior disse que voltaria com uma rubrica “trabalhos do campo…”, mas suponho que tal já só vai acontecer para 2010!

Sendo assim, venho hoje falar-vos sobre o Natal. O Natal foi sempre uma época da qual gostava e gosto de passar na aldeia. Há uma certa mística entre a humidade que se faz sentir no ar próprio de uma época de chuva, o fumo e cheiro da lenha queimada que saem das chaminés das lareiras e o frio. Estes três factores conjugados, para mim, são um dos mais belos postais reais que me podem oferecer!

O Natal na aldeia tem outro sabor! Acreditem que tem…! Este ano, como devem ter reparado, não houve o tradicional cepo de Natal na noite de 24 para 25. Uma série de coincidências não tornou tal possível. Não que a tradição tenha acabado, mas assim também se dá o valor a certas coisas que aos olhos de alguns, são coisas banais… mas não o são! Na noite de Natal, sempre fui habituado a fazer a refeição do jantar / ceia em família. Já no Val-das-Casas era assim… Depois começavam os mais velhos a abeirarem-se do “vale das mantas” e eu, por norma, pegava em qualquer coisa de bebida e vinha até ao povo. Normalmente o Café Craveiro estava aberto. Bebiam-se uns copos e perto da meia-noite íamos subindo em direcção ao adro… Estava na hora de repenicar o sino!!! Seguidamente, os cepos eram o destino!! E muitas vezes fui para casa com a luz do dia. Era dormir umas horas (poucas…) e rumar à missa! Era quase um ritual… ano após ano! Hoje, já não me lembro do último ano que passei o Natal em S. Paio. Provavelmente foi no ano 2000. Houve anos que cheguei a ficar com geada no cabelo, por isso vejam aos anos que isso foi!!!

Outra coisa que sempre gostei de ver nesta época era o presépio que faziam na Igreja de S. Paio! Lindo, com muitas figuras, musgo natural… Lindo!

Este ano, a tradição manteve-se e a grande responsável por tal foi a Ilda “do ti’ Zé Neves”. Ora, um grande bem-haja para ela! Ficam aqui algumas fotos!

Por hoje me despeço, não até para o ano, pois ainda terei tempo para fazer um resumo anual e talvez, quem sabe, um flagrante!

Um abraço,
JC
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009